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O Le Coq Frangaria não quer ser uma churrasqueira normal e talvez por isso nem se denomina churrasqueira. Procura e anuncia um posicionamento diferente aos seus clientes e em todas as medidas o consegue, seja na comunicação, na apresentação e, o mais importante, na oferta culinária.

No Frango, vai buscar ao nosso imaginário a versão “da Guia”, um animal mais pequenino e alegadamente mais suculento. Para take away é apresentado numa caixinha de cartão personalizada com o logo da casa e lá dentro vem todo arrumadinho, o que dá para perceber a sua dimensão mais pequena. Na costelinha percebe-se uma pré-preparação que a torna mais húmida e aromática que as dos seus concorrentes churrasqueiros. Na grelha, anuncia uma confeção sem carvão, segundo a casa, mais saudável.

Mas uma novidade completa é a oferta de molhos que o Le Coq tem à disposição do cliente. O norte de Portugal não tem tradição na adição de molhos ao frango de churrasco, tirando o inevitável picante, muitas vezes concebido de forma muito simples e cheio de gordura, que temos que suportar se queremos o frango picante. Em lisboa e no sul ainda há a proposta de molho de limão, que confere um lado “fresco” ao churrasco, mas aqui em cima, é muito raro e quase nenhuma casa o serve. A oferta e diversidade de molhos é um bom argumento para uma experiência diferente no mundo dos churrascos portugueses.

O que me atraiu nas ofertas do Le Coq foi o “molho Bairrada”. E o que me surpreendeu foi a sua leveza. Muitas vezes, nos restaurantes bairradinos, o molho que acompanha o leitão é extremamente salgado. Não sei se é uma competição entre eles, mas a adição de sal em excesso acaba por desequilibrar o molho. Nesta casa, não. O equilíbrio entre o unto, o alho e a pimenta mostra-nos como este molho devia ser: envolver a proteína, especiá-la, mas nunca se sobrepor a ela! Este molho bairrada consegue isso na perfeição no franguinho do Le Coq Frangaria!

O Le Coq tem outros molhos à escolha e ainda não tive oportunidade de os experimentar a todos. O picante, chamado Diablo, é mesmo picante. Depois também há o Barbeque e o Aioli, que tenho que pedir das próximas vezes que mandar vir frango desta “nova” churrasqueira portuense.

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