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Vale a pena descobrir o brunch do “Habitat – Terra e Fogo”

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O Habitat Terra e Fogo habita por estes dias na acelerada cantareira. É um espaço bonito, com o interior em betão como uma cantina industrial pós-guerra, adornada de grandes plantas. Tem dois andares e em quase todo o espaço podemos observar o Douro a fluir para o mar. Um lugar calmo, mesmo quando cheio, e eficiente no serviço.

O que me levou a este restaurante foi uma pérola perdida no seu menu, o brunch. A vantagem do brunch é que se passa naquela altura do dia em que a cantareira ainda não é um buliço, o estacionamento é fácil e o dia está a despertar: o final da manhã. As ofertas são adequadas para conjugar o brunch com os mains e os sweets (palavras minhas) e as bebidas, alcoólicas ou não.

Fiquei surpreendido pelo Champagne oferecido no menu, o Drappier Brut Nature, opção perfeita para começar o dia, seco, cítrico e elegante, sobretudo para aqueles, como eu, que acreditam que Champagne é bom em qualquer altura do dia. As mimosas com laranja acabada de espremer e os smothies completam as bebidas. O “laranja – banana” privilegia o citrino e o “morango – melancia” é ácido e leve.

Pormenor da decoração do Espaço

Dos pratos principais experimentei várias opções: os ovos benedict, firmes for fora e cremosos por dentro, complementados na perfeição com o amargor suave dos espinafres e a intensidade do molho hollandaise. Noutra ocasião, a fritatta (versão italiana do nosso pastelão, mas sem batata), com ovos batidos homogeneamente e secos e o queijo derretido por cima a aportar mais sabores. Esta tem ainda um creme fraîche a trazer frescura a um prato muito intenso. Para terminar as opções com ovos, o old english, de ovos mexidos, com cogumelos frescos e bacon no ponto, e tomate assado que contribui com acidez e doçura a um prato que pode ficar demasiado pesado.



Também pedi ciabatta de mortalela de bolonha, que já conhecia do espaço RT, no mercado do Bom Sucesso. Sendo fã desta mortadela não podia perder mais uma oportunidade. A de Rosbife, com todos os elementos que se exigem da receita dentro do pão, nomeadamente a mostarda suave, mostrou uma carne leve e uma rúcula fresca, difícil de parar de comer. As ciabattas vêm acompanhadas de chips grandes, grossas, estaladiças e quentinhas.

Para fechar o brunch há os doces. Os muffins de banana e chocolate são uma completa surpresa, porque estamos à espera do queque grande e nos apresentam um quase petit gateau quente, húmido e fofo por dentro com um grande realce ao sabor da fruta, com o molho de chocolate e as natas para finalizar. As panquecas, muito leves e saborosas com morango fatiado em cima, banana e mirtilo ao lado, deixam na boca um misto de acidez e doçura. Há mel qb no prato. E no final não enchem, que é o que se espera de uma panqueca.

Também há saladas no menu, mas confesso que não tive tempo para as experimentar, tal a prioridade que dei aos pratos principais.

O brunch do Habitat Terra e Fogo é uma viagem calma e colorida ao nosso pequeno-almoço, que nos deixa passear pelo mundo e pelo cosmopolitismo que o Porto precisa.

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