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A Câmara do Porto apresentou hoje um plano para resgatar o espaço público e potenciar uma nova experiência de lazer e compras na cidade, decorrente da retoma da atividade económica, no contexto de pandemia. Em meados de junho, 14 ruas da Baixa e do Cento Histórico vão transformadas em áreas pedonais aos fins de semana, a rede de ciclovias ou percursos cicláveis vai ser alargada em mais 35 km até ao final do ano, vão existir bicicletários para aparcamento em parques vigiados e na via pública, e o início da operação de trotinetas e bicicletas em regime de partilha arranca já a partir da próxima segunda-feira, dia 1 de junho. Também as feiras e mercados estarão de regresso a partir de 19 de junho, de forma faseada.

Áreas pedonais aos fins de semana na Baixa e Centro Histórico
A escolha dos locais atentou às fortes ligações pedonais existentes na cidade, para conferir diversidade e dinamismo ao espaço público urbano, “sempre priorizando a segurança do peão”, sublinhou
A medida entra em vigor a 19 de junho, vai abarcar três zonas operativas do centro do Porto, num total de 14 arruamentos. Entre as 8 horas de sábado e as 20 horas de domingo as seguintes ruas estarão condicionadas ao trânsito automóvel.

– Zona 1– Rua de Cedofeita (que durante este período fica pedonal em toda a sua extensão), Rua de Miguel Bombarda e Rua do Breyner;- Na extensão da Movida, a Rua das Carmelitas, a Rua de Conde de Vizela, a Rua da Fábrica, a Rua de Santa Teresa e a Rua de Avis (que se juntam às áreas pedonais temporárias já existentes nas ruas de Cândido dos Reis e Galerias de Paris);- Rua do Almada e Rua da Conceição;- Rua de Passos Manuel (em toda a sua extensão).

– Zona 2– Passeio das Virtudes;- Rua do Dr. Barbosa de Castro.* O acesso ao parque de estacionamento continuará a ser permitido.

– Zona 3– Rua dos Caldeireiros;- Avenida Rodrigues de Freitas.

Nestas zonas, será introduzido novo mobiliário urbano, temporário e amovível, para um usufruto mais confortável do espaço, assinalou Pedro Baganha, com marcações no próprio pavimento à medida que as áreas pedonais forem consolidadas. O vereador acrescentou ainda que a Rua dos Caldeireiros não estava prevista neste plano inicial, mas que foram os próprios comerciantes que solicitaram o seu encerramento ao trânsito automóvel ao fim de semana.Salvaguardo está o acesso de moradores e comerciantes ao interior das 14 artérias assinaladas.

Nestes espaços, a área verde também irá crescer. “Vão existir árvores em ruas que não tinham árvores”, assinalou o vice-presidente da Câmara do Porto, Filipe Araújo, responsável pelo Pelouro da Inovação e ambiente, na conferência de imprensa em que também participou a vereadora da Juventude e Desporto, Catarina Araújo.

Ciclovias, bicicletários e modos suaves
Até ao final do ano, a Câmara do Porto prevê alargar a extensão da rede de ciclovias ou percursos cicláveis em 35 quilómetros, perfazendo um total de “54 quilómetros de rede”, informou, por seu turno, a vereadora dos Transportes Cristina Pimentel, que clarificou que a operação é relativamente simples, pois “é dar continuidade à ligação de todos os troços que não estavam ligados e incluir a ramificação de outros”. Para tanto, basta efetuar marcações no pavimento e colocar dissuasores.

Neste processo, praticamente toda a cidade, da zona ocidental à zona oriental, ficará ligada por uma rede de ciclovias ou percursos cicláveis. Na Avenida da Boavista, a intenção é colocar a ciclovia na via, afastando-a de zonas de estacionamento.

A acompanhar esta aposta, o Município vai disponibilizar 130 lugares de aparcamento para bicicletas em parques vigiados, “que poderão duplicar ou triplicar” à medida das necessidades, acrescentou Cristina Pimentel.

Além disso, vão ser instalados na via pública 72 bicicletários, com capacidade para 521 lugares de aparcamento.

Já a partir da próxima segunda-feira, dia 1 de junho, entra em funcionamento o regime de partilha de trotinetas e bicicletas (cujo início da operação esteve previsto para março, mas foi supensa devido à pandemia). Os 210 pontos de partilha foram marcados durante o período de confinamento e correspondem aos 2.100 lugares contratualizados com as três operadoras que durante o mês de junho disponibilizarão o serviço gradualmente. “Até ao final do mês de junho, acredito que a disponibilidade será total”.

Feiras e mercados
Quanto à reabertura das feiras e dos mercados de caráter não-alimentar será retomada antes do que seria esperado (o recomeço das feiras e mercados de caráter alimentar inicia a partir de 1 de junho). Rui Moreira justificou esta mudança no calendário após ter ouvido o setor, que também apresentou um plano de segurança na retoma das atividades, e atendendo à evolução da pandemia na cidade do Porto, considerando que a inexistência de novos casos tem sido demonstrativa da adoção de medidas preventivas por todos.

– A partir de 19 de junho (inclusive)
Feiras e mercados organizados pelo Município: Feira de Artesanato da Batalha -na sua localização original (Rua de Santo Ildefonso/início da Praça da Batalha); Mercado da Ribeira (Cais da Ribeira); Mercado de Artesanato do Porto (Praça de Parada Leitão); Mercadinho da Ribeira (Cais da Ribeira); Feira de Numismática, Filatelia e Colecionismo (Praça D.João I); Feira dos Passarinhos (Alameda das Fontainhas); Feira de Antiguidades e Colecionismo (Praça do Dr. Francisco de Sá Carneiro, vulgo Praça Velasquez).
Mercados urbanos promovidos por entidades privadas: Sensations Market; Mercado da Alegria; Mercado da Terra; Urban Market; Mercadinho dos Clérigos; Família Sai à Rua; Portobelo; Pink Market.

– A partir de 4 de setembro (inclusive)
Feiras e mercados organizados pelo Município: Feira da Pasteleira; Feira da Vandoma; Feira do Cerco.
Mercados urbanos promovidos por entidades privadas: Market Place e Flea Market.

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