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Previsões para as Estrelas Michelin Portugal para 2026

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Caros leitores, quando falamos de previsões de estrelas Michelin, há sempre duas considerações a fazer. A primeira é que, embora a Michelin publique os seus critérios para atribuição de estrelas e outras distinções, a interpretação dos seus inspetores é muito larga. Embora tenhamos todos, os atentos a estas dinâmicas, ideia do que o guia procura, no final o resultado continua envolto em secretismo e a decisão é unilateral, provocando sempre mais frustrações que alegrias, entre imprensa, social media, chefes e restaurantes.

A segunda consideração é a de que não tenho a hombridade de saber tudo, pelo que é a minha experiência que dita as previsões que faço este ano. Tenho esperança de estar o mais certo possível, mas não tenho o desejo que isso aconteça para que, no final, só estar certo!

Sendo assim, quanto a Portugal, posso dizer-vos que creio que o Norte poderá ter um ano bom, ou muito bom, pois pelo que provei, vi e li este ano, não me espantará se, nada mais nada menos do que seis estrelas lá aterrarem este ano. Em Lisboa a colheita também poderá ser o complemento ao que faltou no ano passado.

Paulo Russell-Pinto na cerimónia de 2025

E, então, do que estou a falar?

Estou a falar, por exemplo, de uma segunda estrela para “Pedro Lemos”, que mudou de local e criou todo um ambiente (ou vários) que permitem a passagem do conceito de refeição para o de Experiência gastronómica. Um espaço pensado para apoiar uma cozinha bem definida e abrangente de sabores portugueses.

Estou a falar também da “Cozinha das Flores” que, não propondo menu degustação, apresenta uma técnica irrepreensível nos seus pratos e um sabor muito afinado, elaborado com mestria pelo experiente Nuno Mendes. Uma estrela na “Cozinha das Flores” abriria o mundo Michelin em Portugal a uma informalidade criativa que ainda não está devidamente premiada no nosso país.

No grande Porto não posso ignorar a supervisão do tri-estrelado Nacho Manzano no “1638”, em Gaia, no sentido de ganhar experiência para, se não agora, muito em breve ser reconhecido. Se Berasategui e Atxa, ambos chefs espanhóis com 3 estrelas, o foram rapidamente quando abriram restaurantes em Portugal, porque não o asturiano?

E ainda o “EON”, de Tiago Bonito, restaurante com ambições, cujo menu elaborado com o cuidado, precisão e crescendo e onde já sentiu a responsabilidade de elaborar menus estrelados.

E vão quatro! Fora do burgo nortenho, advento duas hipóteses:

O “Largo do Paço”, em Amarante, deve ser o restaurante que em Portugal mais vezes recebeu estrelas. Já teve cinco chefes diferentes a conseguir a estrela, pelo que a equipa sabe como o fazer. Está agora nas mãos de Francisco Quintas o trabalho necessário para colocar este restaurante de novo na rota.

E para lá do Marão, o Douro posiciona-se para poder receber a sua primeira estrela de sempre! Falo do “Shistó”, em Peso da Régua, cujo menu é muito requintado e é assinado pelo chefe com maior experiência Michelin em Portugal, o já referido Vítor Matos.

Apontando para Lisboa, que no guia do ano passado teve grande reconhecimento, diria que há dois restaurantes a considerar para receberem a primeira estrela: o “Boubou’s” e o “Cícero”. O primeiro parece fazer um caminho natural de evolução e a refeição que tive oportunidade de fazer em junho do ano passado assim o demonstrou. Quanto ao segundo, pode não ser este ano, mas está a dar passos consistentes e ambiciosos para que se fale dele no futuro próximo. O denominador comum é estes espaços serem liderados por mulheres que apostaram em Portugal para mostrar o seu talento: Louise Bourrat e Ana Carolina Silva.

No campo das duas estrelas, a previsão a sul fica ainda mais difícil: Diria que os mais bem preparados seriam o “50 seconds” ou “Fortaleza do Guincho”, mas tenho de admitir que, neste campo, as previsões estão mais próximas do que a futurologia que referi no início desta crónica.

No deve e haver, na matemática das coisas, há muito para fazer, pois 3 estrelas estão condenadas à partida: duas do “Alma” e uma do “Arkhe”, já que os dois projetos fecharam. Pelo que se queremos uma noite vitoriosa, quatro estrelas é o mínimo que Portugal pode almejar este ano!

O Global News Portugal lá estará para vos contar as novidades. Até para a semana!

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