O Guia Repsol de restaurantes está a crescer em Portugal. Na gala que decorreu na
passada segunda-feira em Évora, que é a segunda desde o regresso do guia ao
território nacional, foram entregues as novas distinções que reforçam a cobertura
deste sobre o território nacional.
Há mais restaurantes com a classificação um sol, dois sois e mais dois três sóis, a
maior distinção do guia, ambos entregues no Algarve. Também os Açores tiveram um
reforço significativo de presenças. Estas duas regiões acabam por ser os grandes
vencedores da noite. É claro que as grandes zonas urbanas do Porto e Lisboa tiveram
um forte aumento de restaurantes no guia, mas a relevância das distinções no Algarve
e nos Açores mostram que estes dois territórios continuam a afirmar-se como
referências gastronómicas e a melhorar a sua oferta restaurativa. O Algarve parece
reinventado. É hoje uma fonte de receituário e produto, depois de ter feito um caminho
ancorado no turismo de qualidade e no poder de compra. Já os Açores são apenas a
confirmação do que há muito se sabia, mas com maior investimento no setor e uma
mais clara visão do que se pretende para os restaurantes da região. São já três as
ilhas que se afirmam como referências gastronómicas açorianas.
Separando por categorias, o que mais se destaca é a abrangência geográfica da
qualidade. Se as grandes zonas urbanas de Lisboa e Porto não são uma surpresa
pelo que estão a oferecer, a premiação com um SOL do Fago em Marvão, o Foco em
Leiria, o Esteva, em Borba, o G Pousada em Bragança, o Gazebo no Funchal ou do
DOC no Douro são bons exemplos do aumento da qualidade da oferta média por todo
o país.
Os galardoados com dois SOL também cresceram, assim como a sua abrangência
geográfica, passando Braga e Funchal a fazer parte desta secção, com o Palatial e o
Desarma. A grande distribuição de novos dois SOL ficou-se mesmo pela cozinha que
se faz nas grandes áreas urbanas de Lisboa e Porto.
Com três SOL, o Algarve continua a ser a grande referência nacional do topo do guia,
pois passa a ter três menções, com a entrada do Vista e do Villa Joya para fazer
companhia ao Ocean. Mais nenhuma região portuguesa tem tanto protagonismo como
o Algarve, quando falamos da distinção máxima da Repsol.
Foi um ano de afirmação. Para o guia, porque regressou a Portugal no ano passado e
acrescenta, e bem, mais uma referência ordinal à restauração portuguesa e alarga o
espectro e os critérios com que os comensais se movem para comer. Mas também
para Portugal, porque em conjunto com outras galas e com outros prémios, mostra
uma vivacidade singular na qualidade e na oferta, num momento muito particular e
delicado da restauração a nível mundial.

