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A Cátedra Internacional de Bioética anunciou esta quarta-feira que vai mudar a sua sede para a cidade do Porto e instalar-se na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Para Rui Nunes, presidente da Associação Portuguesa de Bioética, esta é uma excelente notícia para o nosso país e representa um sinal claro do excelente trabalho que tem sido desenvolvido no nosso país no campo da Bioética.

Atualmente a sede desta organização internacional de defesa dos direitos humanos encontra-se em Haifa, Israel. Para Rui Nunes, um dos fundadores desta instituição, “esta decisão de mudar a sede da Cátedra para o Porto, e em particular para a FMUP, é um reflexo da força da academia e das instituições científicas nacionais”. “É também o reconhecimento internacional da importância de Portugal no panorama multicultural e multilateral que o mundo está hoje a presenciar”, acrescenta o professor catedrático de Bioética da FMUP.

Rui Nunes, recorde-se, é membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, sendo ainda membro do Conselho de Administração da Cátedra Internacional de Bioética. Esta instituição tem por objetivo principal promover a educação para a bioética em instituições académicas em todo o mundo, assim como promover os direitos humanos, os direitos humanos das mulheres, a ética das ciências da vida e o direito da saúde nos diferentes países do planeta.

Atualmente a Cátedra tem mais de 250 centros em todo o mundo, com cerca de 1500 voluntários, tornando-se na maior organização desta natureza à escala global. No decurso da sua atividade promove a realização de vários cursos, congressos, sessões educativas nas escolas e na academia, e ações de formação junto de hospitais e centros de saúde.

Dado o prestígio da cátedra e dos seus centros a World Medical Association (Associação Médica Mundial) lançou o desafio da Cátedra Internacional de Bioética se constituir como um Centro de Cooperação da Associação Médica Mundial.

“Com a mudança para o Porto, o nosso país reforça o seu posicionamento no estudo e debate em torno da Bioética, em particular graças ao esforço efetuado pelas academias portuguesas”, salienta Rui Nunes.

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