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Quais são as diferenças entre crédito pessoal e consolidado e que modalidade é a ideal para si?

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Quando o orçamento aperta e as prestações mensais começam a pesar, muitos consumidores questionam-se: será melhor pedir um novo financiamento ou consolidar créditos? A resposta depende da sua situação financeira, mas compreender as diferenças entre crédito pessoal e crédito consolidado pode ser o primeiro passo para retomar o controlo das suas finanças e evitar o sobre-endividamento.

O mercado financeiro português caracteriza-se por oferecer aos consumidores uma gama variada de produtos de crédito cujo intuito é satisfazer as suas necessidades de financiamento.

Entre este arsenal de créditos encontram-se, entre outros, o crédito pessoal (a solução mais procurada pelos portugueses, segundo o Banco de Portugal) e o crédito consolidado, que poderá, porventura, ser menos conhecido.

Embora ambos se constituam como soluções de crédito, estes produtos financeiros possuem características bem distintas, a começar, desde logo, pelos montantes de financiamento em jogo, pelos prazos de reembolso e, sobretudo, pelas finalidades de cada um.

De que tipo de financiamento precisa? Será o crédito pessoal a melhor solução ou, por outro lado, será mais benéfico consolidar créditos? Já lá vamos. Primeiro, passaremos a explicar o que são e como funcionam o crédito pessoal e o crédito consolidado.

O que é um crédito pessoal e como funciona?

Como já referimos, segundo o Banco de Portugal, o crédito pessoal é a solução de crédito mais utilizada pelos consumidores portugueses, mas em que consiste este instrumento financeiro?

De acordo com a definição oficial, um crédito pessoal é “um contrato de crédito em que o montante, o prazo e a modalidade de reembolso do empréstimo estão definidos à partida” cujo objetivo é “financiar a aquisição de bens e serviços, como equipamentos para o lar ou serviços de educação e saúde. Pode também ser contratado sem uma finalidade específica”.

Na prática, este tipo de empréstimo oferece montantes de financiamento entre 250 euros e 75 mil euros e prazos de reembolso de até 120 meses (no caso de algumas versões de crédito automóvel).

Parte do fascínio dos portugueses pelo crédito pessoal encontra-se nas taxas de juro mais baixas do que aquelas que são encontradas, por exemplo, nos cartões de crédito, na rapidez da sua aprovação (especialmente, se o pedido for feito online) e no sem-número de finalidades em que pode ser utilizado sem que, para tal, o consumidor tenha de justificar a sua aplicação.

Por estas razões, o crédito pessoal é bastante procurado para compras de maior valor ou necessidades de financiamento urgentes.

O que é um crédito consolidado e para que serve?

Apesar de ser relativamente menos conhecido, o crédito consolidado é uma solução que, em muitos casos, pode fazer a diferença entre um aumento da taxa de poupança e um processo judicial.

É verdade: ainda que possa ser utilizado como forma de financiamento para um projeto pessoal, o grande objetivo da consolidação de créditos é, como o nome indica, liquidar dívidas de crédito (dois ou mais) de uma só vez e, assim, permitir que o consumidor reduza a sua taxa de esforço e estenda o seu prazo de pagamento.

Com montantes de financiamento entre 5 mil e 75 mil euros e prazos de reembolso até 84 meses, o crédito consolidado oferece uma grande flexibilidade aos consumidores na hora de saldarem as suas dívidas de crédito, graças às baixas taxas de juro praticadas e às possibilidades de alargarem o prazo de reembolso e de pedirem um financiamento adicional, se assim o desejarem.

Ao proceder à consolidação de créditos, o banco (ou qualquer outra entidade credora) liquidará todos os seus créditos anteriores, passando a ser o seu único credor. Como resultado, ficará com uma só prestação mensal a pagar em data fixa, que pode ser até 60% mais baixa do que a média das anteriores, e com um prazo de reembolso mais alargado.

Assim, como pode ver, consolidar créditos tem como principal finalidade a eliminação de dívidas de crédito quando estas fazem com que a sua taxa de esforço ultrapasse os 35% recomendados pelo Banco de Portugal.

Principais diferenças entre crédito pessoal e consolidado

Do que sublinhámos nos pontos anteriores, ressaltam as seguintes diferenças entre crédito pessoal e crédito consolidado:

  • O crédito pessoal destina-se a compras de maior valor ou à aquisição de um bem específico, ao passo que o crédito consolidado tem por objetivo resolver situações de sobre-endividamento, embora também possa ser utilizado como forma de gestão de pagamentos e financiamento;
  • As taxas de juro praticadas na consolidação de créditos são, por norma, inferiores às que o crédito pessoal oferece;
  • O crédito pessoal apresenta uma única prestação relativa a um novo empréstimo, enquanto o crédito consolidado tem uma única prestação que substitui todas as prestações antigas;
  • Consolidar créditos tem por objetivo simplificar a gestão das dívidas. Por sua vez, o crédito pessoal tem por objetivo obter financiamento para um determinado projeto.

Vantagens e desvantagens de cada tipo de crédito

Quer o crédito pessoal, quer o crédito consolidado apresentam inúmeras vantagens, mas também algumas desvantagens. A saber:

Crédito pessoal

Vantagens

  • Financiamento simples e rápido;
  • Amplo leque de finalidades;
  • Montantes e prazos de reembolso flexíveis;
  • Taxas de juro competitivas;
  • Não é necessário apresentar garantias.

Desvantagens

  • Risco de endividamento;
  • Custos adicionais por incumprimento do plano de reembolso;
  • Impossibilidade de reutilizar o crédito depois de esgotado o financiamento solicitado.

Crédito consolidado

Vantagens

  • Redução da taxa de esforço e aumento da poupança mensais;
  • Redução do valor da prestação mensal em até 60%;
  • Possibilidade de alargamento do prazo de reembolso;
  • Gestão simplificada das finanças pessoais;
  • Possibilidade de obtenção de financiamento adicional;
  • Não tem de ser cliente do banco ao qual pretende solicitar a consolidação dos seus créditos.

Desvantagens

  • Continuação da espiral de crédito;
  • Risco de sobre-endividamento por incumprimento do contrato;
  • É obrigatório ter dois ou mais créditos ao consumo e ainda não ter incorrido em incumprimento para poder recorrer ao crédito consolidado.

Como escolher o crédito certo para as suas necessidades

Para decidir se deve optar por um crédito pessoal ou um crédito consolidado, recomendamos que pense na finalidade que pretende dar ao financiamento.

Por exemplo, se a sua ideia é renovar a sua casa, o crédito pessoal será o mais indicado, mas se já tem dois créditos e nota que a sua taxa de esforço está próxima dos 35% ou já ultrapassou esse valor, então o melhor é optar pelo crédito consolidado.

Poderá, contudo, dar-se o caso de ter dois créditos pessoais, mas de as suas finanças pessoais estarem equilibradas. Imagine que, apesar disso, o seu carro avaria e precisa de financiamento para comprar um novo.

Em vez de contrair um novo crédito pessoal e, assim, sobrecarregar a sua taxa de esforço, recorrer a um crédito consolidado pode ajudá-lo a ter o melhor de dois mundos, já que poderá liquidar todos os seus empréstimos e, no âmbito da consolidação, obter o financiamento de que necessita, sem que isso signifique um sobre-endividamento ou o pagamento de uma prestação mensal mais elevada.

No entanto, antes de contratar um crédito pessoal ou consolidar créditos, tenha em consideração as taxas de juro praticadas em cada uma das soluções (assim como o Montante Total Imputado ao Consumidor – MTIC resultante) e utilize os simuladores de crédito disponibilizados online.

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