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Cremilda Medina leva “Lágrima” às Fnac Sessions

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A cantora Cremilda Medina, afirmada por muitos como “a voz da morna” na geração de novos artistas cabo-verdianos, continua a apresentar o seu mais recente álbum “Lágrima”, agora numa série especial de Fnac Sessions em Portugal. Os concertos arrancam já este domingo, 31 de maio, na Fnac NorteShopping, seguindo-se atuações na Fnac Almada (21 de junho), Fnac Chiado (28 de junho) e Fnac Cascais (12 de julho). Todos os concertos têm início às 17h e são de entrada livre.

As novas datas surgem numa altura particularmente marcante para a artista, que acaba também de ser nomeada para duas categorias dos Cabo Verde Music Awards 2026 (CVMA): Artista Feminina do Ano e Morna do Ano. A cerimónia de entrega dos prémios realiza-se a 6 de junho, em Cabo Verde.

Lançado a 13 de abril de 2026, “Lágrima” é o terceiro álbum de estúdio de Cremilda Medina e um dos trabalhos mais emotivos da sua carreira. Num registo raro no panorama musical atual, trata-se de um disco exclusivamente de cordas – guitarra clássica, guitarra de 12 cordas, baixo e cavaquinho – profundamente inspirado nas tradicionais serenatas cabo-verdianas.

“Trata-se de um álbum só de cordas, num trabalho totalmente orgânico e sentido, que me inspirou a fazer uma viagem no tempo, regressando às tradicionais serenatas no antigamente”, explica a artista.

A profundidade de “Lágrima” 

O álbum nasce de um processo de pesquisa iniciado em 2022, no âmbito de uma candidatura ao Ministério da Cultura e Indústrias Criativas de Cabo Verde, inicialmente pensado para a edição de dois singles. No entanto, a riqueza do material recolhido levou Cremilda a expandir o projeto para um álbum completo, composto por 13 mornas que refletem uma ligação profunda às raízes culturais do arquipélago.

Produzido pelo multi-instrumentista Palinh Vieira, “Lágrima” conta ainda com colaborações de nomes incontornáveis da música cabo-verdiana, como Armando Tito e Kaku Alves. O disco inclui também encontros especiais com Ana Firmino, Maria Alice e Nancy Vieira, em duetos intimistas onde a saudade, a memória e a emoção se tornam protagonistas.

Maioritariamente composto por reinterpretações de clássicos da música de Cabo Verde, com temas de autores como B. Léza e Manuel d’Novas, o álbum inclui igualmente duas canções inéditas assinadas por Miguel Silva e Constantino Cardoso.

Mais do que um disco, “Lágrima” afirma-se como um tributo à herança cultural cabo-verdiana, reafirmando o compromisso de Cremilda Medina com a preservação, valorização e divulgação da morna – género reconhecido como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

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