Efterklang
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O SONEG – SON Estrella Galicia teve uma estreia auspiciosa e feliz na cidade Invicta.

Os nórdicos Efterklang e os portugueses First Breath After Coma estiveram excelentes na primeira incursão do SONEG pelo Porto, onde o M.Ou.Co se apresentou como uma sala de visitas muito interessante, não só pelas dimensões, mas também pela acústica e ambiente.

O trio dinamarquês, formado por Casper Clausen, Mads Brauer e Rasmus Stolberg, acompanhado por Simon, nas teclas, e Emília, na bateria, fizeram a festa numa sala cheia, contagiando a plateia com a sua energia, alegria e… simpatia.

Em palco, Casper Clausen, de olhar meigo que irradia alegria, lança um constante convite à plateia e, na verdade, a simbiose acontece.

A dimensão festiva que a banda imprime aos temas em palco, aliada a um aroma um pouco mais intenso da electrónica, conduz o concerto para uma sucessão de momentos emocionais, entusiasmantes, excitantes e… até dançantes, envolvendo o palco e a plateia.

«Alien arms», «Modern Drift», «Hold me close when you can», «Black Summer» e «Dragonfly», entre muitas outras fizeram as delícias do público. Casper Clausen que entrou em palco de casaco e echarpe, acabou em calções.

E o final extasiante deveu-se em grande parte à intensa interpretação de «Living other lives», com o qual o trio transformou a sala do M.Ou.Co numa autêntica pista de dança, com os músicos a envergarem umas máscaras ou tão só, como o fez o vocalista Casper Clausen, embrulhando a cabeça na echarpe!

Foi uma maravilha, bem se pode dizer.

No dia a seguir, o palco esteve entregue aos First Breath After Coma, que não deixaram os créditos nacionais por mãos alheias.

Iguais a si próprios, Roberto Caetano (voz), Telmo Soares (guitarra e voz), Rui Gaspar (baixo e voz), Pedro Marques (bateria e voz) e João Marques (teclas) deambularam pelo seu repertório de forma intensa e empenhada, com temas como «The Upsetters», «Please don’t leave», «Change», «Uneasy», «Heavy», «Salty Eyes» ou «Blup», entre outras.

Ouvir a banda de Leiria é uma espécie de viagem por caminhos sinuosos, que exigem total atenção de todos os nossos sentidos. É uma espécie de magnetismo que atrai o público e que os First Breath After Coma exploram muito bem, criando ambientes desafiantes e, igualmente, muito interessantes.

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