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São seis peculiares personagens que, de certa forma, aparentam ser uma família, sim. São todos brancos e com aspecto de «bifes», sim. Já a parte da gorda… só mesmo na música, porque enche a alma, desafia o espírito e entusiasma o corpo.

Bem, foi assim no Hard Club e foi muito bom. E se a atitude conta para alguma coisa na arte de estar em palco, os seis Fat White Family, cada um ao seu jeito, granjeiam de imediato créditos junto do público, com destaque para o vocalista Lias Saoudi.

Ora, juntando boa música a uma excelente atitude em palco tem-se a mistura necessária para que um concerto seja grandioso. E o dos Fat White Family no Hard Club, no Porto, foi isso e muito mais. Foi extraordinário!

Adam J Harmer (guitarra e voz), Nathan Saoudi (teclados), Sam Toms (bateria), Adam Brennan (baixo) e Alex White (teclados, saxofone e voz) são explosivos musicalmente e muito bem liderados pelo irrequieto e desafiador Lias Saoudi, que começou de fato completo (faltava a gravata!), mas, em cadenciado striptease ao longo da actuação, terminou em tronco nu e de calças descosidas. Pormenores. Coisas de somenos numa performance a todos os níveis excelente.

«Auto Neutron», do álbum de estreia «Champagne Holocaust», de 2013, teve honras de abertura e foi um bom mote para aquecer as hostes, diga-se, em pouco número para o que o concerto merecia.

A partir daqui foi um crescendo com o desfiar de temas cuja sonoridade faz lembrar outras coisas (também boas), mas que se apresenta com um carácter muito próprio e afirmativo.

Foi tempo para, entre outros, se ouvir «Touch the leather», «Cream of the young», «I believe in something better», «Whitest boy on the beach», «Feet» ou o encore «Tastes good with the money».

Diogo Baptista / Global News

Depenicando temas dos três álbuns editados, mas não só, os Fat White Family conquistaram a plateia, para onde também Lias Saoudi se integrou para um momento de mosh com o público ao som de «Bomb Disneyland», depois de uma primeira visita algures a meio da actuação.

A primeira parte esteve a cargo dos Cancro, que, ao contrário dos Fat White Family, não entusiasmaram, nem tampouco convenceram.

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