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2026 no Coliseu Porto Ageas com musicais, teatro, dança, concertos e muito mais

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O ano em que o Coliseu celebra 85 anos vai ser um dos mais intensos de sempre em número de espetáculos. Um concerto de homenagem a Ary dos Santos, o reforço da ópera, concertos de todos os géneros na Sala Principal e no novo Coliseu Box, bailados, teatro, dança, comédia, propostas infanto-juvenis, Circo e uma aposta nos musicais marcam a agenda do Coliseu Porto Ageas em 2026.

A programação própria vai focar-se nas produções nacionais líricas, tirando partido das valências únicas da Sala Principal do Coliseu. A temporada lírica iniciou-se com “Adilson”, ópera de estreia de Dino D’Santiago que colocou a orquestra Sinfonietta de Braga a unir música clássica e outros ritmos, como mornas, sob direção musical de Martim Sousa Tavares.

A ópera regressa a 27 de junho com Puccini, fruto da parceria entre o Coliseu e o Teatro Nacional de São Carlos. Em palco, duas visões contrastantes da condição humana: a tragédia de “Suor Angelica” e a pungente comicidade de “Gianni Schicchi”. Trata-se da segunda e terceira partes de “Il Trittico” (1918), a trilogia operática de Giacomo Puccini.

A parceria com o teatro nacional de ópera inclui mais um espetáculo no Porto, a 7 de outubro: “Os Dias Levantados“, de António Pinho Vargas, em versão de concerto. É o regresso do pianista aos palcos, e ao Coliseu, após a participação especial no concerto “Todos Pelo Coliseu”, e do concerto na exposição mundial de Osaka 2025, no Japão, numa curadoria do Coliseu, responsável pela presença musical da cidade na referida exposição.

Coliseu Porto Ageas – ópera (foto Lara Jacinto)

A 29 de outubro estreia-se uma nova produção da ópera “Rigoletto”, de Verdi, numa encomenda do Coliseu à Ópera na Academia e na Cidade, dirigida pelo maestro Ferreira Lobo. Centrado em Rigoletto, corcunda e bobo da corte, nesta tragédia baseada em Victor Hugo o público é desafiado pelo grotesco, que também nos pode surpreender com a sua plenitude e beleza, nomeadamente através de árias célebres como “La donna è mobile”, conjuntos vocais e passagens orquestrais que aprofundam o conflito emocional e a ação dramática.

À ópera, que contará ainda com um título a anunciar, inserido no FIATO, soma-se a música sinfónica dos Concertos Promenade, ciclo dedicado a levar a música clássica aos mais novos, que serão os públicos de amanhã. Um domingo por mês, em ambiente descontraído, miúdos e graúdos são convidados a entrar no ambiente das obras e a descobrir todas as curiosidades, com os comentários do musicólogo Jorge Castro Ribeiro e o design multimédia de Sara Botelho.

Com direção artística do maestro Cesário Costa, o novo ciclo inicia-se a 22 de março com “As Alegres Travessuras de Till Eulenspiegel”, peça orquestral viva e irónica de Richard Strauss. Até ao final do ano haverá sete concertos para ver, como “A Cinderela”, de Prokofiev, “Sinfonia nº 8 Incompleta”, de Schubert, ”Os Prelúdios”, de Liszt, um concerto de Música de Filmes com bandas sonoras de John Williams, Ennio Morricone, Korngold, Mahler e muito mais. A 25 de outubro, os Promenade lançam um convite especial a Miguel Araújo: um concerto em que o músico portuense vai tocar algumas das suas canções com orquestra e dar a conhecer as suas obras clássicas favoritas.

Homenagem a Ary dos Santos, Porto 2001 e parcerias com festivais

A 25 de setembro, o Coliseu organiza um concerto de homenagem a Ary dos Santos, o poeta que ajudou a renovar a música portuguesa, autor de centenas de letras de canções, da “Desfolhada” a “Os Putos”, e que lutou pela liberdade de Abril. Para assinalar os 90 anos do seu nascimento, o Coliseu desafiou a Banda Sinfónica Portuguesa a tocar uma seleção de músicas, que serão cantadas por algumas das maiores vozes da música nacional. O Coliseu vai revelar os cantores convidados em breve.

Em 2026, a cidade celebra os 25 anos da Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura. E a sala de espetáculos que foi palco da cerimónia de abertura vai integrar o programa de celebrações da Câmara Municipal do Porto, com um espetáculo evocativo das transformações e da herança cultural que ainda hoje se fazem sentir. O espetáculo será anunciado em breve.

A 28 de junho, o Coliseu convida as danças e ritmos urbanos para a pista com “The Arena Battle”, em parceria com o  MXM, de Max Oliveira. Um dia de competição entre bboys e bgirls que se enfrentam num espetáculo de breaking, hip-hop e locking.

O trabalho em rede com os festivais da cidade, que permite fomentar o cruzamento e alargamento de públicos, renova as suas apostas. Este domingo, o festival de cinema IndieJúnior Porto regressou ao Salão Ático com o Cinema de Colo, pronto para receber bebés, crianças pequenas e pais na sua primeira aventura numa sala de cinema. Em junho, o Shortcutz regressa ao Porto para uma semana de cinema de curtas-metragens, em parceria com o programador Tiago Alves.

“Corpo Nómada” apresenta-se no âmbito do Festival Trengo. DR

A 17 de junho, no âmbito do Trengo – Festival de Circo do Porto apresenta-se no Coliseu “Corpo Nómada”, nova criação artística de João Paulo Santos que une Filipe Raposo, Rita Maria, Joana Nicioli num espetáculo que cruza circo, música barroca, jazz, voz, vídeo e luz. Renovam-se também as parcerias com o DDD – Festival Dias Da Dança, O Meu Primeiro FITEI e com o FIATO, o novo festival de ópera do Porto.

Os Mantras do Coliseu, que desde abril de 2023 enriquecem a agenda de grandes espetáculos com um momento de reflexão e conversa mensal sobre os mais variados temas, vão discutir já a 25 de fevereiro o papel do humor e da sátira na política, a propósito do Carnaval mas também das recentes eleições presidenciais portuguesas, em que pela primeira vez um candidato satírico conseguiu chegar ao boletim de voto.

Em março, a propósito do Dia da Mulher, a conversa será sobre a representação feminina no poder político e nas escolhas dos partidos para os mais altos cargos da Nação. Cuidadores informais, pessoas sobredotadas e os efeitos das redes sociais nos menores são alguns dos temas a discutir até ao final do ano, sempre com especialistas na matéria e com entrada livre.

Coliseu Box, Father John Misty, a despedida de Gilberto Gil e musicais de peso, “alegadamente”

O Coliseu iniciou 2026 com a apresentação de uma nova sala de média dimensão, que reforça a atração de artistas e eventos para o Porto e toda a Região. O Coliseu Box tem capacidade para 400 lugares sentados ou 750 em pé, e inaugurou-se com um concerto de Alice Phoebe Lou, fruto da parceria entre o Coliseu e a SON Estrella Galicia, o projeto musical da cerveja Estrella Galicia.

Até ao final do ano haverá mais concertos de música alternativa neste formato, de nomes consolidados da cena alternativa, mas não só: O Coliseu e a Câmara Municipal do Porto lançam aPrimeira Box”, um ciclo musical para artistas e bandas emergentes, que vai acontecer nas noites de 6 de julho, 21 de setembro e 12 de outubro.

Alice Phoebe Lou estreou o Coliseu Box a 26 de janeiro. Créditos: Delfina Sordo

O Coliseu Box está também disponível para os agentes culturais que o procurem. A 14 de março, será na nova sala a final do Red Bull FrancaMente 2026, onde alguns dos melhores MCs do país voltam a medir rimas em batalhas épicas de improviso.

Além da programação própria, a agenda de acolhimentos é fundamental para a diversidade e pluralidade programática do Coliseu. O calendário vai sendo anunciado durante todo o ano, ao ritmo dos artistas, destacando-se até ao momento concertos de artistas nacionais como Rodrigo Leão, Sérgio Godinho, Dealema, Carminho, Maro, Rita Rocha, António Zambujo, José Pinhal Post-Mortem Experience, Vizinhos, Em Casa D’Amália, e internacionais como Father John Misty, Alceu Valença, Rubel, Dominguinho, Diego Baliardo (Gipsy Kings), Baco Exu do Blues, Dilsinho e a despedida de Gilberto Gil, entre muitos outros ainda a anunciar.

Em 2026, os musicais trazem apostas de peso, com destaque para a nova produção nacional “Sr. Engenheiro – Alegadamente um Musical”,  de 14 a 16 de maio. Uma crónica de costumes inspirada na realidade política e social portuguesa, com texto de Henrique Dias e encenação de Rui Melo. Em maio vamos conhecer “Mães”, comédia de sucesso na Broadway da autoria de Sue Fabish, aqui com encenação de Ricardo Neves-Neves. Em julho chega “RENT”, também um sucesso da Broadway, vencedor do Prémio Pulitzer Prize de Teatro e do Tony de Melhor Musical, e “EVITA”, com música de Andrew Lloyd Webber, aqui com Sofia Escobar e Diogo Morgado nos principais papéis.

Espetáculos de teatro (“Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “Sexo e a Idade”, “Baião d’Oxigénio”, Teresa Guilherme, “Menopausa”), dança (“O Lago dos Cisnes”, “A Bela Adormecida”), comédia (Inês Aires Pereira, Raphael Ghanem, Gregório Duvivier, Whindersson Nunes e Robson Sousa), ilusionismo (Henry & Klauss), cine-concerto (“Naruto Shippuden Symphonic Experience”) e infanto-juvenil (“A Menina do Mar”, “Soldadinho de Chumbo”) são outras das propostas já anunciadas para a Sala Principal. Toda a programação de 2026 é atualizada em permanência em www.coliseu.pt.

A 26 de novembro, o talento jovem mostra-se em “Mosaico“: um projeto que consiste na criação, conceção e execução de um espetáculo na totalidade pelas escolas profissionais e artísticas da cidade, fruto de um desafio lançado em 2023 pelo Coliseu Porto Ageas e pela Câmara Municipal do Porto. Um exemplo vivo do enorme talento futuro e da capacidade de trabalhar em rede.

Famílias, Circo e o Serviço Educativo

No final do ano, não faltará o Circo de Natal do Coliseu, cujo tema e elenco serão divulgados no segundo semestre. Na mesma altura, será atribuído o Prémio Jovens Artistas Coliseu Porto Ageas a um/a profissional do Circo, depois de, em dezembro, o galardão, bem como o valor de 5.000€, ter sido entregue na categoria Dança a Bernardo Graça, bailarino e intérprete da companhia Dançando com a Diferença.

O Som do Algodão. Créditos: Lara Jacinto

Para o público de colo, o Coliseu vai apresentar três espetáculos da dupla “O Som do Algodão”, no Salão Ático. O projeto de Mariana Santos e Dulce Moreira leva bebés e crianças a darem os primeiros passos no teatro, na música e na performance.

Já o Serviço Educativo do Coliseu continua com uma atividade intensa, quer para as escolas, quer para o público em geral. O D20 continua a abrir as portas da Adega secreta do Coliseu aos jogos RPG (role-playing games, ou jogos narrativos), inspirado em universos fantásticos de séries e filmes como “Stranger Things”. A experiência já chegou ao Programa Escolar do Serviço Educativo, que desenvolveu um RPG original dedicado a Fernando Pessoa, onde os alunos são desafiados a encarnar os heterónimos do poeta português.

Na vertente social, o Projeto ELO, que une o Coliseu, os Clérigos, a Área Metropolitana do Porto e o Turismo Porto e Norte, dedica-se este ano ao tema da Adolescência, tem como padrinho o encenador e dramaturgo Tiago Rodrigues, e está a dar voz aos mais jovens. O ELO, que desde 2023 trabalha a inclusão através da arte, conta com aulas de música, dança, teatro e criação plástica no Coliseu, na Escola Dr. Joaquim Ferreira Alves, em Gaia, e no Estabelecimento Prisional de Custóias. Os participantes vão construir um espetáculo e apresentá-lo no grande palco do Coliseu a 4 de maio.

No novo Coro Comunitário, a entrada é livre e todas as pessoas são bem-vindas. Créditos: Lara Jacinto

Este ano, os finalistas do 4º ano de escolaridade da rede escolar pública do Porto estão a ser presenteados com um kit pedagógico que permite às crianças levarem o Coliseu para casa e montarem um teatro de sombras. “Luz, Sombras, Ação!” conta com o apoio do Município do Porto e abrange cerca de 1500 alunos, 60 turmas e 60 professores. Para além da oferta do livro/kit, o Serviço Educativo do Coliseu vai às escolas apresentar aos alunos uma sessão de teatro de sombras e convida as crianças a visitarem com as suas famílias o grande palco da cidade, aproximando estes públicos às artes. No final do ano letivo, haverá um encontro das escolas no Coliseu, com um espetáculo de sombras na Sala Principal.

E porque o Serviço Educativo é para todas as idades, está a decorrer Alquimia, um ambicioso projeto social e cultural com 300 participantes com mais de 65 anos que habitam ou frequentam a União de Freguesias do Centro Histórico do Porto. Ao longo de 10 meses há oficinas artísticas, visitas culturais, espaços de partilha e um Coro Comunitário – este aberto a pessoas de todas as idades. As sessões do Coro Comunitário são mensais e com entrada livre.

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