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A noite da Mulher na Festa Michelin do Porto

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Eis a Ressaca de uma noite de estrelas (Michelin):

Regressado da gala de entrega das estrelas Michelin para o guia de Portugal de 2025, é altura de analisar as novidades um pouco mais longe do calor dos acontecimentos de ontem.

Um dos sentimentos que fico da noite é muito próximo dos jogos da seleção nacional que parece que vai ter um resultado histórico e depois acaba num empate. Ao anunciar trinta e cinco entradas para o guia, 5 bib gourmands e 8 novos uma estrela, a noite esteve perto de ser a melhor de sempre. Nos últimos minutos, a falta de novos duas estrelas não suplantou a noite de 2017 onde 7 restaurantes tinham sido galardoados, mais 2 com duas estrelas. Tivesse havido uma subida ou duas e estaríamos a celebrar uma noite épica.

Mesmo assim, a noite foi grande. Os 8 novos restaurantes estrelados elevam para 38 a constelação tuga. Nunca foi tão alta, nunca houve tantas entradas no guia como o que resulta das adições de 2025. Goste-se ou não dos critérios da casa, os resultados parecem-me bons para a gastronomia portuguesa.

O destaque mais emocional foi a estrela atribuída a Marlene Vieira (do restaurante homónimo), temperada com a ascensão ao estrelato de uma segunda mulher ao topo da cozinha portuguesa, Rita Magro (do Blind, no Porto).

A gala das estrelas Michelin 2025 decorreu na alfândega do Porto. Fotos: Paulo Rusell-Pinto

Marlene é distinguida depois de um caminho feito de esforço, de persistência, de alguma dificuldade, imagino. Sempre foi vista como uma cozinheira excecional na sua geração e foram vários os caminhos que traçou para chegar a este momento. A Michelin é assim, há alguns chefes que veem o seu caminho mais demorado (lembro-me de Vasco Coelho Santos) e outros quase desconhecidos que saltam para a ribalta da noite para o guia. É a vantagem de um guia que nos olha de mais longe do que foi ontem. Marlene é também a demonstração que trabalho, evolução e coerência costumam compensar no guia vermelho.  

Uma nota para as 4ª e 5ª estrela da autoria de Vítor Matos, que parece ser na Michelin uma referência do que é valorizado.  

Finalizo com a recorrente lamentação da terceira estrela que não aparece. Já escrevi sobre isso aqui há um ano e a minha opinião não mudou entretanto.

Marlene (e Rita) e a ovação da noite. É o prémio pelo esforço e o trabalho no feminino.

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