O Hospital de Santa Maria – Porto realizou na segunda-feira, 23 de fevereiro, a sua 100.ª cirurgia robótica Mako de artroplastia do joelho, reforçando a sua posição como unidade pioneira na introdução desta tecnologia em Portugal.
A intervenção, realizada com sucesso, tratou-se de “uma artroplastia total do joelho num paciente do sexo masculino de 67 anos de idade, com diagnóstico de gonartrose tricompartimental avançada esquerda, uma condição degenerativa severa que afeta os três compartimentos do joelho e que compromete significativamente a mobilidade, a autonomia e a qualidade de vida”, explica o Dr. André Costa, médico cirurgião ortopedista do Hospital de Santa Maria – Porto que, com a sua equipa, foi o responsável pela intervenção cirúrgica.
Dois anos após a aquisição do sistema Mako Smart Robotics, o balanço é amplamente positivo: para além das 100 cirurgias robóticas ao joelho agora alcançadas, foram também realizadas cirurgias robóticas de artroplastia da anca, consolidando a aposta estratégica do hospital na diferenciação tecnológica e na excelência clínica. Recorde-se que o Hospital de Santa Maria – Porto foi a primeira unidade de saúde em Portugal a disponibilizar o sistema Mako para cirurgia robótica em ortopedia, colocando o país na rota das mais avançadas soluções internacionais para substituição articular.
A cirurgia robótica Mako está indicada para doentes com doença degenerativa articular, como a osteoartrose, bem como em casos de artrose secundária a traumatismos, fraturas ou lesões da cartilagem e estruturas ligamentares.
A principal mais-valia desta tecnologia reside na sua elevada precisão e no carácter personalizado do procedimento. Através de um exame de TAC pré-operatório, é criado um modelo tridimensional detalhado da articulação do doente, permitindo ao cirurgião planear de forma rigorosa cada etapa da cirurgia. Durante o procedimento, o braço robótico executa o plano previamente definido, com recurso à tecnologia AccuStop, que impede a ultrapassagem das margens estabelecidas, protegendo as estruturas saudáveis e reduzindo a agressividade cirúrgica, diminuindo o risco de complicações e de revisões futuras por mau posicionamento do implante e garantindo um melhor desempenho e maior durabilidade da prótese a longo prazo.
Para os doentes, traduz-se numa recuperação mais célere da mobilidade e autonomia, permitindo um regresso mais rápido às atividades do quotidiano e, em muitos casos, à prática desportiva. Os pacientes experienciam menos dor no pós-operatório imediato e uma recuperação funcional mais rápida, o que também permite reduzir o tempo de internamento.
“A realização desta 100.ª cirurgia robótica ao joelho confirma o impacto positivo desta aposta tecnológica. Vamos continuar a investir em inovação, formação diferenciada e equipamento de vanguarda, prosseguindo uma estratégia orientada para resultados clínicos de excelência”, sublinha Lurdes Serra Campos, diretora geral do Hospital de Santa Maria – Porto.

