Celebrar 25 anos de um dos álbuns mais marcantes, senão o mais marcante, dos últimos anos do século passado do rock nascido no Porto era o mote e foi perante uma Sala 1 do Hard Club cheia que os Zen subiram ao palco para lembrarem «The Privilege Of Making The Wrong Choice».
Um privilégio. A banda que marcou indelevelmente o rock explosivo no final da década de 1990 na cidade Invicta brindou o público com uma actuação plena de energia e rasgo, afinal como sempre habituou o público.
Desta vez com Sixx na guitarra a completar o quarteto com os fundadores Gon (voz), André Hollanda (bateria) e Miguel Barros (baixo), os Zen foram musicalmente poderosos e exímios e magnetizantes em palco.
Gon continua a ser o animal de palco que se conhece há muito e, ao fim de 25 anos, continua imparável e intenso na performance, sempre com atitude provocadora e debochada, mas cativante. Grande diferença, apenas os óculos necessários para a leitura de uma letra no telemóvel. É a chamada PDI. Todos temos…

Ainda assim, na plateia falhou-se mais do que no palco. Na primeira tentativa de Gon em fazer stage diving, o público não amparou o vocalista devidamente, se bem que depois lá foi erguido ao ar, regressando assim ao palco. Mas quem conhece a peça sabia que, logo de seguida… Gon mergulha novamente na plateia e, desta vez, surfou o muito público presente, que em euforia o viajou pela plateia, levando-o até ao palco.
Gon a ser Gon, enquanto André Hollanda e Miguel Barros marcavam o ritmo da explosão sónica e Sixx, entre riff e solos, preenchia o bloco sonoro que abanava a plateia. O público estava entusiasmado e demonstrou-o amiúde.
A comunhão entre músicos e público era intensa e contagiante. Na plateia, muitos dos fãs da primeira hora, mas também muitos juvenis. Celebrava-se 25 anos de história de um álbum que parece ter já garantido continuadores para, pelo menos, mais um quartel de anos.
Ouviu-se tudo e mais alguma coisa, com destaque para temas como «Step on», «Trouble man», «Redog», «Not gonna give up», «11.00 AM» ou «U.N.L.O.», entre tantos outros, que mantiveram a plateia em alta, numa noite de regresso ao passado, mas sem qualquer nostalgia. E porquê? Porque há temas e sonoridades que não têm idade, apenas data de nascimento!
