O regresso de Neil Hannon e a sua The Divine Comedy ao Porto foi mais do que um simples concerto, foi, acima de tudo, uma celebração. Perante uma Sala Suggia, da Casa da Música, esgotada há muito, este velho conhecido dos portugueses levou o público, durante uma hora e 45 minutos, em crescendo emocional, que teve a plateia toda de pé, dançando, cantando e celebrando.

Canções de qualidade fazem toda a diferença, mas é na atitude do artista que reside a essência da ligação com o público. E se a coisa até começou morna – o próprio Hannon referiria, mais à frente na actuação, estar bastante cansado, mas que “vocês, público, e algum vinho” fazem milagres –, com o desfiar dos temas, o concerto virou uma festa, com grande participação do público.

Pelo meio, Neil Hannon serviu cocktails aos colegas de banda, enquanto os apresentava, sentou-se na primeira fila da plateia, deitou-se no chão em frente ao palco e distribuiu muita simpatia.

O que se ouviu foram histórias bem contadas, embelezadas por uma banda-sonora de eleição, interpretada por uma banda que soa a orquestra – Tosh Flood (guitarra e banjo), Ian Watson (teclados e acordeão), Tim Weller (bateria), Andrew Skeet (piano), Rosie Tompsett (violino), Simon Little (baixo e contrabaixo) e Neil Hannon (guitarra e voz).

No bolso, os The Divine Comedy traziam o novo álbum, «Rainy Sunday Afternoon», e do qual se ouviram apenas seis temas. O resto, bem, o resto foram pérolas de um vasto currículo musical.

Na ponta final do concerto, já com o ambiente animado, ouviram-se «Generation Sex» e «National Express», que levaram o público ao rubro.

Seguiu-se o encore de três temas, onde brilharam «To the rescue», «Invisible threats» e ainda «Tonight we fly», em jeito de resumo da noite na Casa da Música.

Extraordinário!…

