Num verdadeiro regresso às origens, Esmoriz recebeu Slimmy em palco, no ano em que o músico celebra 25 anos de carreira. O reencontro aconteceu no Apollo Bar, espaço que nos últimos anos se tem afirmado como um dos pontos de encontro mais consistentes da música alternativa fora dos grandes centros urbanos. Mais do que um concerto, foi uma noite carregada de memórias e futuro, marcada por canções que atravessaram gerações e por uma energia que continua a desafiar rótulos e fronteiras.
Antes do espetáculo, sentámo-nos à conversa com Slimmy, numa entrevista sem filtros, bem no meio do bar onde minutos mais tarde iríamos revisitar 25 anos de música e revisitámos a viagem que começou há um quarto de século, entre sonhos, quedas e reinvenções, e que hoje se mantém tão inquieta como no primeiro dia. Falamos de música, mas também de resistência, autenticidade e da capacidade de criar mesmo quando o caminho não é fácil.
Aproveitámos ainda a ocasião para ouvir João Pedro, gerente do Apollo, sobre a importância destes espaços independentes que, longe das grandes luzes da capital e dos centros urbanos mais movimentados, mantêm viva a chama da cultura, dando palco a artistas que se recusam a ser engolidos pela lógica do mercado.
Um encontro que foi muito mais do que uma entrevista: foi um retrato de como a música se reinventa, de como a cena alternativa resiste e de como lugares como Esmoriz e o Apollo continuam a escrever páginas importantes da cultura portuguesa.

