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«O TEMPO DE UMA VIAGEM» É O MOTE DO PORTO/POST/DOC 2025, ENTRE 20 E 29 DE NOVEMBRO

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Entre 20 e 29 de novembro, o Porto/Post/Doc volta a instalar-se na Invicta com uma programação que transforma o cinema num espaço de encontro, reflexão e descoberta.

Sob o mote «O Tempo de Uma Viagem», a 12.ª edição do festival portuense propõe um olhar sobre o movimento – físico, afetivo e político – que atravessa as sociedades contemporâneas. De Carla Simón a Jim Jarmusch, de Lina Soualem a Andrei Ujică, o festival volta a afirmar-se como ponto de convergência do cinema internacional.

«Pai Mãe Irmã Irmão», de Jim Jarmusch. Créditos: D.R.

O filme de abertura, «Romaria», de Carla Simón, e o filme de encerramento, «Pai Mãe Irmã Irmão», de Jim Jarmusch, “espelham o espírito desta edição: um cinema que se move entre a intimidade e a melancolia, explorando os laços familiares e o poder da memória”, refere a nota enviada à redacção.

Nesta 12ª edição, o Porto/Post/Doc exibe mais de 135 filmes nas diversas secções competitivas e temáticas, com destaque para a Competição Internacional, a Competição Cinema Falado dedicada à lusofonia, o Cinema Novo, que dá palco a jovens cineastas, e a Competição Transmission, dedicada à música e cultura popular.

«Bye Bye Tibériade», de Lina Soualem. Créditos: D.R.

A edição 2025 presta ainda homenagem a dois autores fundamentais da reflexão sobre o cinema e a história: Lina Soualem e Andrei Ujică.

“As suas filmografias, apresentadas em programas integrais e masterclasses, exploram as relações entre memória, exílio e identidade, convocando os fantasmas coloniais, os arquivos e as imagens do poder”, lê-se na mesma nota.

«Videogramas de uma Revolução», de Andrei Ujică. Créditos: D.R.

Lina Soualem traz ao Porto as suas premiadas longas-metragens «A Argélia Deles» e «Bye Bye Tibériade», enquanto Andrei Ujică revisita obras como «Videogramas de uma Revolução» e «A Autobiografia de Nicolae Ceaușescu».

«Butthole Surfers – A verdade nua e crua e nada mais», de Tom J. Stern. Créditos: D.R.

O festival amplia também horizontes com a Competição Transmission, dedicada à música e à cultura popular. A programação deste ano percorre universos tão diversos quanto os ‘listening cafés’ de Tóquio, as raves de Roterdão, o hip-hop da margem sul do Tejo ou o flamenco virtuoso de Yerai Cortès, passando ainda pelas experiências de artistas de culto como Madonna, The Residents, Orlando Pantera e Butthole Surfers.

Nesta edição 12, as Sessões Especiais “afirmam o cinema como espaço de pensamento e intervenção”.

«Nova’78», de Rodrigo Areias e Aaron Brookner. Créditos: D.R.

Entre as antestreias e descobertas, destaque para «Cabo do Mundo», um retrato do litoral português em mutação; «Bulakna», que dá voz a mulheres migrantes; «A Cidade Que Se Foi Embora», sobre as urbes submersas do Curdistão; «Yanuni», centrado nas lutas de resistência indígena; «Pequena Síria», evocando as memórias do exílio e da reconstrução; e «Nova’78», uma viagem à contracultura nova-iorquina dos anos 70, com imagens inéditas da mítica Nova Convention, onde William S. Burroughs, Patti Smith e Frank Zappa se cruzaram em três dias de liberdade criativa.

«A cidade que se foi embora», de Grzegorz Piekarski e Natalia Pietsch. Créditos: D.R.

Já no Planetário do Porto, o cinema expande-se literalmente em todas as direções: oito filmes fulldome cruzam arte e ciência para explorar o cosmos, a matéria escura e as fronteiras do real e do imaginário.

Uma vez mais, o festival espalha-se por diversas e diferentes salas da cidade Invicta, a saber: Batalha Centro de Cinema, Passos Manuel, Planetário do Porto, Auditório Ilídio Pinho (Universidade Católica Portuguesa), Aula Magna da FBAUP, Canal 180, Teatro Municipal do Porto – Rivoli, The Social Hub Porto e Ferro Bar.

«Verão Curto», de Nastia Korkia. Créditos: D.R.

Quando está à porta o arranque da 12ª edição do Porto/Post/Doc, o director Dario Oliveira deixa as suas sugestões para alguns filmes a não perder.

«Verão Curto» (Short Summer) – “Katya passa o Verão com os avós no campo russo, num espaço onde o tempo parece parar, apesar da guerra em pano de fundo”.

«Romaria» (Romería) – “Marina, 18 anos, órfã, viaja à costa espanhola para conhecer a família paterna e obter uma assinatura vital, enfrentando memórias dolorosas e descobertas”.

«Evidências» (Evidence) – “Um exame à influência do dinheiro obscuro na política dos EUA, conectando poder corporativo, movimentos de extrema-direita e ataques à autonomia corporal com crises sociais mais amplas”.

«Yol» (Yol – Full Version) – “Cinco presos atravessam uma Turquia desigual e sem liberdade. «Yol», realizado a partir da prisão por Yılmaz Güney, é o grito de um povo silenciado”.

Conheça o programa completo e diário AQUI.

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