Situada em plena Ribeira, com acesso pela Rua da Reboleira nrs. 33 e 37, o edifício do Museu da Cidade—Extensão do Douro debruça-se sobre o rio na margem frente ao Muro dos Bacalhoeiros. A primeira montagem Douro: Terra e Atmosfera é indício de um programa que propõe aprofundar o conhecimento sobre a região vitivinícola demarcada.
O anteriormente designado Museu do Vinho do Porto expande agora a sua ação concebida como um posto avançado, uma particular e sensível feitoria, de um contínuo redescobrir da região: suas materialidades, suas gentes, seus gestos, seus frutos, seus chãos, seus vinhos, suas paisagens, seus saberes, amplidão de gestos e elementos que unem humanidade e natureza.
Os três pisos do edifício recuperado pelo arquiteto Camilo Rebelo são agora ocupados por uma sondagem material, geológica e atmosférica do território duriense, guiada por vozes, entre poetas e especialistas de várias disciplinas, que fazem aceder o visitante a um ecossistema facetado, a duas mãos, pela natureza e o homem.
No piso inferior, no Gabinete do Vinho podemos provar um vinho com o rio no horizonte, mas também descobrimos o seu Arquivo, lugar para tertúlias. Aqui, desconstrói-se a ideia de que o Porto é mera alfândega, mas antes um lugar onde o vinho matura e repousa. Um convite que é também um ponto de partida para a (re)descoberta desta região demarcada.
O Museu da Cidade, dirigido por Nuno Faria, prossegue a abertura das suas extensões e o trabalho de construção para um museu à escala da cidade. Estende as suas raízes desde a zona ocidental, onde neste verão abrirá o Reservatório, localizado no Parque da Pasteleira, até à Bonjóia – Extensão da Natureza, espaço na zona oriental.
A exposição pode ser visitada de terça a domingo, entre as 10 e as 17,30 horas.

