General D regressou aos palcos no Fórum da Maia, 11 anos depois da última actuação, para iniciar a celebração de «33 anos de atitude», que o vai levar em digressão.
Precursor do rap e hip-hop em Portugal, o músico português de ascendência moçambicana soube de forma exímia, naqueles estilos, fundir a portugalidade com a africanidade que lhe correm no sangue.

Se no final do concerto da Maia se mostrava bastante satisfeito com o retorno ao palco e ao contacto com o público, antes do mesmo o sentimento já era muito confortável: “Sinto-me como um peixe de aquário que volta a nadar na água do mar. Hoje não me sinto a batalhar sozinho e é essa a diferença em relação ao meu regresso, em 2014. Os ensaios viraram uma festa e os concertos serão um arraial”.

E foi, de facto, foi. Se inicialmente faltou alguma dinâmica, com o desenrolar da actuação e à medida que músicos e público foram ficando mais à-vontade, a festa aconteceu. Só assim foi possível terminar o concerto com o público em palco, em pleno bailarico em um encore muito festivo.

Acompanhado pelos músicos Ximbinha Mamede (guitarra e director musical), Carlos Chiemba (baixo), Jelber Oliveira (teclados), Gabriel Ferreira (bateria), Henrique Morales (guitarra), Maurício (percussão) e Dora Fidalgo (vozes), General D, alter-ego de Sérgio Matsinhe, apresentou algumas das criações que lhe garantiram um lugar no panorama musical português.

O apelo à dança, o tom quente das composições e, em muitas ocasiões, a língua afiada ou bem-humorada no retrato da sociedade, que, apesar do passar dos anos, em muitas se mantém actual, são os alicerces deste regresso de General D ao palco, onde interpretou temas como «Ritual carapinhas», «Ximbá ximbá», «Atake dos Karapinhas», «Pedro pedreiro», «África nossa», «Reghetização» ou ainda o hit «Black magik woman». O concerto de regresso aos palcos de General D no Fórum da Maia aconteceu no âmbito da 8.ª edição do Sons no Património, no passado dia 20 de Setembro.



