O Coliseu Box é a designação para a nova sala de espectáculos de média dimensão que o Porto ganha. Tem capacidade para eventos até 400 lugares sentados ou 750 lugares em pé e emerge no interior do próprio Coliseu Porto Ageas.
A estreia do Coliseu Box acontece já a 26 de Janeiro com o concerto de Alice Phoebe Lou.
A obra, que decorreu durante o verão, permite responder a necessidades identificadas pelo sector artístico e dos eventos, acrescentando à cidade e à Área Metropolitana do Porto um novo espaço de média dimensão, equipado ao mais alto nível técnico e sonoro, capaz de oferecer espetáculos das mais variadas disciplinas artísticas. Ao mesmo tempo, reforça a competitividade na captação de eventos internacionais artísticos e corporativos, que cada vez mais procuram apresentar-se em espaços históricos, com alma e identidade.
Na cúpula do Coliseu, a 30 metros de altura sobre a plateia, foram instalados oito motores que sustentam uma cortina com 12 metros de altura e uma tela de projeção de 25 metros de comprimento, o que cria um espaço intimista e imersivo. A tela de projeção permite a transmutação do público para o palco, ao possibilitar que o espetáculo utilize o cenário em 360 graus.

Uma das maiores vantagens do Coliseu Box é permitir aos artistas a apresentação de espetáculos intimistas para lotações mais exclusivas, utilizando o grande palco do Coliseu em toda a sua capacidade. A estrutura tem capacidade para elevar uma tonelada de equipamento e pode ser recolhida rapidamente, de forma a manter o carácter reversível da obra. Ou seja, a Sala Principal continuará a acolher maioritariamente espetáculos para lotações de até 4.000 pessoas. Mesmo recolhida, a estrutura do Coliseu Box vem reforçar as possibilidades de desenho de luz e som para todos os espetáculos que acontecem na sala.
“O Coliseu Box nasce como um desejo. É simultaneamente caixa-forte, imersivo e premium, intimista, com traje clássico ou em tela de projeção, desempoeirado e contemporâneo, com maior diversidade plástica para receber outros públicos”, afirmou Miguel Guedes, presidente do Coliseu, em conferência de imprensa. A obra foi cofinanciada pelo Programa Regional NORTE 2030 e teve em conta a preservação da traça original do edifício, classificado como Monumento de Interesse Público, projetado por Cassiano Branco e inaugurado em 1941. Com projeto do arquiteto Nuno Valentim, os panejamentos deixam à vista a abóbada da sala, marca fundamental da sua estética.

