O BOIL – Climate Fest regressa ao Parque de Serralves, no Porto, de 24 a 27 de setembro de 2026, consolidando-se como plataforma de interseção entre arte e ação climática.
Depois de em 2025 ter recebido mais de 70 mil visitantes ao longo de quatro dias de programação multidisciplinar, o festival prepara a sua terceira e mais ambiciosa edição, marcada pelo reforço da dimensão internacional e pela expansão do projeto a novas experiências, territórios e comunidades.
Sob o tema Attending the Commons | Cuidar o Comum, a edição de 2026 propõe uma reflexão urgente sobre aquilo que partilhamos: o clima, os recursos, os territórios, os corpos, as cidades e as formas de cuidado coletivo. Com curadoria artística de Patrícia Craveiro Lopes, o festival parte da ideia de que a crise climática é também uma crise de atenção, de responsabilidade e de justiça.
“O comum não é uma abstração. É o solo sob os pés, o ar que respiramos sem o pedir, a água que atravessa territórios antes de chegar às nossas casas, o clima que partilhamos independentemente de onde nascemos ou do que possuímos”, pode ler-se no manifesto curatorial da edição.
Nas suas duas primeiras edições, o BOIL afirmou-se como um espaço de encontro entre artistas, cientistas, pensadores, ativistas e comunidades, através de instalações de grande escala, performances, cinema, gastronomia, experiências sonoras, workshops e debates em torno dos desafios climáticos contemporâneos.
“Voltamos em 2026 mais fortes e com uma ambição ainda maior. O crescimento do BOIL demonstra que existe uma vontade real do público em viver experiências culturais que não apenas reflitam sobre a crise climática, mas que inspirem ação concreta.”, refere Domingos Guimarães, diretor da Because Impacts, promotora do festival.
A internacionalização do BOIL começou em 2025, através da apresentação de uma peça no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, integrada na programação da COP30 – 30ª Conferência do Clima da ONU. Em paralelo, o BOIL irá reforçar a sua presença em Portugal através de novas iniciativas descentralizadas, itinerâncias expositivas e ações focadas em literacia climática, envolvendo diferentes comunidades e territórios ao longo do ano.
O manifesto desta edição defende ainda que “a transição ecológica é também uma transição cultural” e que “a sustentabilidade sem inclusão é apenas eficiência. A beleza sem responsabilidade é decoração. O cuidado sem justiça é caridade.” O BOIL convida por isso artistas, cientistas, comunidades e públicos a praticarem juntos o que significa cuidar do comum, através de uma programação que parte do sensorial e do quotidiano — o calor, a sombra, os ritmos alterados das estações — para pensar coletivamente novas formas de relação com o território, o ambiente e os outros.
A programação completa da edição de 2026, incluindo artistas, instalações e workshops, será anunciada nas próximas semanas.

