Bastava olhar para os rostos felizes e os sorrisos rasgados das quase quatro mil almas que lotaram o Coliseu do Porto para perceber que algo de mágico havia acontecido ali dentro. O ar fresco da noite ajudou a libertar o coração cheio com que todos saíram da sala, depois de duas maravilhosas horas com a dupla Kruder & Dorfmeister.

Mas não foi uma noite qualquer a que os austríacos proporcionaram no coração da cidade Invicta, pois a ocasiões surgiu pela celebração de 25 anos do mais emblemático álbum do duo, «The K&D Sessions», de 1998.

A longa digressão de «The K&D Sessions» ao vivo colocou pela primeira vez em palco a dupla com outros músicos, no caso, Andreas Lettner (bateria), Maximilian Kanzler (percussão), Albin Janoska (teclas) e Peter Schoenbauer (baixo), o que, diga-se, eleva o calibre do concerto.

O Coliseu estava ao barrote, mas confortável q.b. para que os corpos se pudessem libertar e menear, balançar e até dançar, corporizando o estado de levitação que os seus espíritos sentiam.
Drum’n’bass, trip hop, donwtempo, jazzstep embrulhados em electrónica, que pisca constantemente o olho para a pista de dança, que foi no que se transformou todo o Coliseu do Porto.

À medida que o concerto ia decorrendo e a fila no bar parecia não diminuir, por todo o Coliseu o público entregava-se à fruição de pérolas musicais que fazem sonhar, divagar e, até mesmo, voar… em pensamento!

Com Peter Kruder de volta da electrónica e Richard Dorfmeister entre a guitarra e a flauta, a dupla, juntamente com o quarteto de músicos, foi enorme e o público, completamente rendido, reconheceu, mas, no final, sentiu-se que também o sexteto estava bastante satisfeito com a noite passada no Porto.

Uma noite que, certamente, vai perdurar na memória de todos aqueles que ajudaram a lotar o Coliseu.


