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DEAD KENNEDYS NO PORTO: MADURO E GRISALHO, MAS MORTO O PUNK NÃO ESTÁ

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‘Punk’s not dead’ é um grito bem vivo nos dias que correm e o sangue novo que se viu na plateia do Hard Club no concerto dos míticos Dead Kennedys é a melhor prova disso.

Dead Kennedys. Créditos: Global News Portugal

Com uma larga legião de Sub-25 a agitar as águas no mosh pit, os mais maduros e já grisalhos agitavam-se à sua maneira, aproveitando a banda-sonora para viajar até aos anos áureos do punk, quando os Dead Kennedys brilharam, com Jello Biafra à cabeça.

Desses tempos em palco estiveram East Bay Ray, na guitarra, e Klaus Flouride, no baixo, acompanhados por Steve Wilson, na bateria, e Skip Greer, na voz e no difícil papel de (re)interpretar Biafra.

Dead Kennedys. Créditos: Global News Portugal

Sobre Skip Greer, Klaus Flouride disse, numa entrevista passada, que “é um bom cantor, um bom intérprete, mas não faz de Biafra”. Mas faz o seu papel e muito bem! Como alguém dizia a este vosso escriba no final: “Não é o Biafra, mas é uma cópia boa”.

Dead Kennedys. Créditos: Global News Portugal

Já o ‘novato’ Steve Wilson fez mesmo questão de recordar D.H. Peligro, baterista dos Dead Kennedys desde 1981 e que em 2022 faleceu, num momento de homenagem muito celebrado pelo público.

Dead Kennedys. Créditos: Global News Portugal

No Hard Club, perante uma plateia lotada e bastante entusiasmada, os Dead Kennedys protagonizaram um concerto empolgante e libertador, com temas lendários a sucederem-se e o público a explodir.

Dead Kennedys. Créditos: Global News Portugal

É caso para dizer que velhos são os trapos, e não falo apenas dos protagonistas, pois Klaus Flouride parecia o avô bacano de muitos dos jovens que mosharam ao som de temas lendários, com décadas de história e estórias, como «California Über Alles», «Holiday in Cambodia» ou «Too drunk to fuck», entre outros.

Dead Kennedys. Créditos: Global News Portugal

Skip Greer, a certa altura do concerto, afirmou mesmo sentir-se velho, pelo que era melhor tocarem uns temas de new wave, até que olhou para trás, olhou para Klaus Flouride e o concerto seguiu em modo acelerado como até aí.

Dead Kennedys. Créditos: Global News Portugal

Aliás, o concerto arrancou logo em alta, com «Forward to death», e o quarteto de São Francisco a querer mostrar de início ao que ia. Depois, foi um desfiar de pérolas do punk, com uma irrepreensível mestria musical e uma performance desafiadora de Skip Greer.

Dead Kennedys. Créditos: Global News Portugal

«Winnebago warrior», «Police truck», «Buzzbomb» e «Let’s lynch the landlord» preencheram o bloco de ‘aquecimento’, que teve continuação acelerada com «Jock-o-rama», «Kill the poor» e «MP3 get off the web», para disparar até ao fim do concerto com «Too drunk to fuck», «Moon over Marin», «Nazis punks fuck off» e «California Über Alles», com que a banda abandonou o placo, pela primeira vez.

Dead Kennedys. Créditos: Global News Portugal

Ao longo do alinhamento houve temas que foram quase integralmente cantados em uníssono por Skip Greer e o público, numa demonstração de que há músicas, verdadeiramente, eternas.

Dead Kennedys. Créditos: Global News Portugal

O retorno deu-se com «Bleed for me», uma cover de «Viva Las Vegas», de Elvis Presley, e o entusiasmante «Holiday in Cambodia».

Dead Kennedys. Créditos: Global News Portugal

Nova saída de palco para um regresso com uma versão longa de «Chemical Warfare» e o fecho da actuação com o público completamente rendido, tal como os músicos, pela empatia e comunhão que tornou a noite de 25 de Junho incrivelmente especial para todos os que estiveram no Hard Club.

Dead Kennedys. Créditos: Global News Portugal

‘Punk’s not dead’ e dificilmente o conseguirão matar, porque enquanto houver um fascista, haverá um punk para o combater, e enquanto houver agências como a Hell Xis também não.

Dead Kennedys. Créditos: Global News Portugal

That’s all, folks!

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