A Câmara Municipal do Porto, a Unilabs e a Administração de Saúde do Norte, acabam de anunciar o primeiro “Drive Thru” montado em Portugal. Trata-se de um “local dedicado à colheita de amostras para rastreio da doença (Covid-19), num modelo piloto em Portugal”.
A ideia partiu da Unilabs, “com o objetivo de testar doentes fora de meio hospitalar, em condições de conforto e segurança coletiva e aliviar o afluxo de potenciais suspeitos portadores aos hospitais”, refere o comunicado enviado às redações.
O primeiro centro de rastreio para Covid-19 está a ser preparado, desde as últimas 72 horas, em modelo “Drive Thru”. “Este modelo permite aos pacientes suspeitos de infeção e previamente referenciados pelo Serviço Nacional de Saúde, poder deslocar-se até ao ponto de recolha”, que está “montado do Queimódromo, no Porto, sem entrar em contacto com outras pessoas, reduzindo o risco de infeção em cada colheita até para os profissionais envolvidos”.
Os resultados das análises “serão depois enviados diretamente ao suspeito e às autoridades de saúde pública”, refere o comunicado conjunto entre as três entidades envolvidas no projeto.

Este posto, o primeiro do género em Portugal, estará em funcionamento no dia 18 de março, quarta-feira, “apenas mediante prévia marcação desencadeada pelo próprio Serviço Nacional de Saúde”.
Este posto irá implementar um sistema de entradas e saídas “controladas pela polícia” e permitirá a realização “de cerca de 400 testes diários numa primeira fase”, mas pode “evoluir para perto de 700 testes por dia”.
A equipa médica que irá assegurar o modelo “Drive Thru” é composto por “médicos de Medicina Geral e Familiar que aplicarão um inquérito epidemiológico e sintomático (RedCap) que avalia a necessidade de teste ou de outra orientação”.
O mesmo comunicado avisa que “só se deverão deslocar ao local pessoas previamente referenciadas, já que o sistema não permitirá a execução de testes ad hoc”.
“Esta medida insere-se num conjunto de iniciativas que o Porto tem vindo a tomar que visam apoiar o esforço nacional de combate à pandemia, numa lógica de proteção e mitigação da doença. Este modelo, pioneiro em Portugal, pode ser replicado noutras cidades do país e ajudar a salvar vidas e, simultaneamente, a melhorar as condições de atendimento dos profissionais de saúde em contexto hospitalar”, refere Rui Moreira, Presidente da Câmara do Porto.

“A ARS-Norte com esta iniciativa ajuda os hospitais a receberem apenas quem de facto precisa de ser apoiado medicamente, protegendo os pacientes, as unidades hospitalares e os médicos de serviços adicionais que podem ser prestado em regime de ambulatório”, diz Carlos Nunes – Presidente do Conselho Diretivo da ARS-Norte.
“A Unilabs Portugal espera dar o seu contributo à região e ao país com o apoio à implementação deste centro de rastreio. Todos os esforços da nossa empresa e dos nossos profissionais estão focados neste momento em apoiar o SNS nesta luta, em coordenação com as autoridades de saúde locais e nacionais.”, afirma Luís Menezes – CEO da Unilabs Portugal.

