Parque da Alfândega e circulação no Centro Histórico com novas regras

Resolver o problema crónico da falta de estacionamento dos moradores da zona de Miragaia e disciplinar a circulação dos autocarros turísticos ocasionais na Zona Histórica ribeirinha constituem os principais motivos para que o Executivo tenha deliberado hoje introduzir novas regras no acesso ao Parque de Estacionamento da Alfândega.

Para os moradores e comerciantes, principalmente da zona de Miragaia, que vêm reclamando mais espaço para estacionar os seus carros em regime de avença no Parque da Alfândega, o problema fica sanado. Segundo a proposta, assinada pela vereadora dos Transportes, Cristina Pimentel, dois terços da capacidade do parque passarão a ser exclusivos para avençados, o correspondente a 121 lugares (atualmente, os lugares em regime de avença totalizam cerca de 50% do espaço disponível).

N nova tabela de preços do Parque da Alfândega – que foi aprovada por maioria, com os votos contra do PS e PSD e abstenção da CDU – optou-se por não extinguir as tarifas para os ligeiros de rotação. Como explicou a vereadora dos Transportes, “poderemos sempre reavaliar a reintrodução da rotação no parque, mediante a utilização que for feita”.

Obras de restauro do Mercado do Bolhão obrigam ao corte da Rua Alexandre Braga aos transportes de passageiros – Global News Portugal

As obras em curso para restaurar o Mercado do Bolhão obrigam a fechar a Rua de Alexandre Braga aos veículos de transporte coletivo de passageiros já a partir da próxima terça-feira, dia 5 de fevereiro. Por esse motivo, os términos de algumas linhas de autocarros serão transferidos nessa data daquele local para a Rua do …

Circulação de ligeiros e autocarros ocasionais no Centro Histórico com novas regras

Apesar da anterior medida ter forte impacto para a melhoria da fluidez do trânsito na zona ribeirinha histórica, há ainda outros conflitos por resolver e o diretor municipal identificou-os.

Na próxima semana, a partir de dia 12, as obras do futuro museu subterrâneo do Rio da Vila vão obrigar ao corte de trânsito de parte da Rua de Mouzinho da Silveira. Ainda assim, esta artéria ficará transitável para a subida dos veículos que venham de poente (Foz e Freixo).

Aproveitando este constrangimento, será proibida a circulação de autocarros ocasionais nesta artéria (sentido ascendente e descendente).

Com efeito, aos autocarros ocasionais que estacionem na Alfândega do Porto serão dadas duas possibilidades de saída da cidade: via túnel da Ribeira, para acesso à ponte do Freixo, ou fazendo inversão de marcha no sentido do Campo Alegre.

O duplo sentido da Rua de Belmonte, que o presidente da Câmara do Porto classificou de “inferno” por representar um perigo para os transeuntes, dará lugar à circulação de sentido único ascendente, para potenciar uma “ligação mais rápida à Cordoaria e Clérigos”. Uma medida que será potenciada pela inversão de sentido da Rua de Ferreira Borges, que passará a ser ascendente.

Na Rua de São João será invertida a circulação entre a Rua do Infante D. Henrique e Rua de Mouzinho da Silveira, “permitindo que quem vem de nascente possa aceder aos Aliados e à Sé logo a partir daqui”, explicou Manuel Paulo Teixeira, acrescentando que esta mudança também vai resolver outro conflito identificado que é o acesso ao Parque de Estacionamento da Ribeira.

Melhorar o eixo pedonal que vem da Rua das Flores e termina na Ribeira é outro dos objetivos, que se vai cumprir com a pedonalização da zona rodoviária do Largo de São Domingos e com o reforço dos atravessamentos da Rua do Infante D. Henrique, “hoje manifestamente insuficientes”, analisou o diretor.

Todas estas medidas, à exceção das obras que já vão interditar um troço da Rua de Mouzinho da Silveira, deverão estar implementadas até ao final do mês de abril.

Comentários

comentários

Powered by Facebook Comments