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Fred Pinto Ferreira, ou simplesmente Fred, acaba de lançar o seu álbum a solo. Chama-se “O Amor Encontra-te no Fim” e está já disponível no formato físico e digital e será apresentado ao vivo, pela primeira vez, no dia 16 de maio, no Luz-Frágil, em Lisboa.

Segundo Fred, este é um trabalho muito pessoal mas conta com alguns convidados que não podiam ficar de fora. Marcelo Camelo, por exemplo, dá a voz ao single de estreia “BOO”, um tema extraordinário diga-se, para a redação do Global News. Mas há mais.

Amaura, Francis Dale e Carlão, são mais convidados que dão ainda mais brilho a todo este trabalho. Mais brilho porque, por si só, já é um diamante sem ser em bruto, porque Fred trabalhou-o durante 20 anos, o que lhe permitiu amadurecer todas as notas que se podem ouvir e amadureceu bem.

Diz o Fred que este disco representa uma viagem pelos recentes meses de vida do músico e que deixou o seu “sangue, suor e lágrimas”. Pois nós achamos que deixou mais, deixou muito mais. Deixou a alma “falar” por entre sons, acordes, instrumentais e vocais. Todos os sons são feitos por Fred, que como todos sabemos é baterista, de bandas bem conhecidas como Orelha Negra, Buraka Som Sistema ou Banda do Mar.

Capa do disco

Depois de ouvirem este excelente álbum, composto por 15 temas, podem achar que há aqui alguns sons parecidos com os Orelha. É provável. Estamos a falar do baterista da banda. Mas este disco tem muito mais que isso. Tem, sobretudo amor, porque tal como Fred já disse, é uma pessoa feliz, e isso sente-se nestas músicas.

Mas Fred também já disse que a dada altura deixou de ter amor próprio. Sentimos isso em algumas músicas, nomeadamente em alguns vocais. E este disco terá sido também um modo de libertação, de se fazer ouvir sobre esses sentimentos menos bons.

Neste álbum, Fred é muito genuino. Não há truques, nem malabarismos. O que ele é, é o que se pode ouvir nestas músicas. Também é fácil notar que Zé Pedro foi um elemento muito importante na vida de Fred. Por isso mesmo, foi-lhe dedicada uma música, “Geshe”, que em tibetano quer dizer “amigo virtuoso”, onde se pode ouvir a voz de Zé Pedro a dizer “que temos que estabelecer uma corrente, uma cadeia. Eu estou aqui… este gajo é um ídolo da juventude. Mas isso não é nada. Haverá sempre coisas muito maiores… Ainda bem que eu cheguei aqui, ainda bem que eu sou reconhecido pelo trabalho que tenho aqui, ainda bem que tenho a banda que tenho… Eu recebo como dou. Isso é a grande definição da vida”.

Fred Pinto Ferreira não vai acabar por aqui. Depois de ter estado muitos anos atrás das peças principais das bandas por onde passou, por ser baterista e estar sempre lá atrás “escondido”, finalmente ganhou coragem e saltou para a frente. Coragem para assumir um projeto sozinho, coragem para levar a partir de agora este barco para bom porto.

“O Amor Encontra-te no Fim” é só o primeiro capítulo a solo.

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