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Quando decidi participar na Gondomar Douro Trail, pensei que estaria mesmo à mão fazer uma distância que até agora não tinha feito, ou seja, 25 kms. E apesar de não estar a treinar o que pretendo para me sentir mais confortável nas provas e andar mais rápido, decidi arriscar e fazer a inscrição.

Até ao dia da ontem, dia da prova, fiz o balanço dos meus treinos e constatei que realmente fiz muito menos que aqueles que queria. Por isso, tinha que gerir muito bem esta prova até porque nunca tinha feito 25 kms.

Pormenor importante, não largar as minhas Salomon XR Mission. Realmente continuo a adorá-las, sempre sem derrapar, colo literalmente à rocha 🙂 e claro, sempre a apontar a Garmin Virb Elite para tirar as melhores fotos e videos da prova.

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Levantamento de dorsais, tomar café com a malta, cumprimentos e abraços, comer uma fatia (minuscula) de bolo e beber um café. A hora passa e estamos perto do “Controlo Zero”, aprazado para as 08h45. Primeiro atraso. Este “Controlo Zero” foi efetuado pelas 09h15 o que originou o atraso na partida. Enquanto esperávamos acompanhados com um tempo fresco, lá íamos tirando as fotos e fazendo as conversas da praxe junto à partida. Mas a partida nunca mais é dada!

A prova teve o seu início pouco depois das 09h30 e sem “briefing”. “Vamos lá então para o monte e enfrentar os 25 kms”, pensei eu!

A prova corria bem, apesar do primeiro afunilamento do pessoal logo no início, à entrada do mato. Passei pelo primeiro abastecimento que era apenas de água e aproveitei para tirar o impermeável para o colocar no saco e beber água. Digo-vos também que tomei todas as providências para esta prova como tomei para o GTSA. CamelBag, gel, água, apito, aquelas coisas que nos exigem numa grande prova, mas que desta vez ninguém controlou. Entendi que andar no monte tenho obrigatoriamente que levar isto tudo. E a corrida continua. Passei por locais com paisagens lindas, monte acima, monte abaixo até que ao passar o km 7 começo a fazer a primeira subida a sério.

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E quando estou a subir vejo dois indivíduos de azul a descer a correr e muita gente ao cimo da “parede” parados. “Não estão à minha espera”, pensei eu. Mas entretanto, os dois indivíduos de azul estão a passar por mim e eu em jeito de brincadeira digo “não me digam que estão perdidos?”. “Está toda a gente perdida, pensamos que seja para baixo o caminho certo”. Toca a subir até ao local onde estava o grupo parado e ai confirmei o pior. Estavam todos perdidos porque não haviam fitas nem setas a indicar o caminho. Tudo indignado. Ouço alguém dizer que ligando para o número de telemóvel que estava no dorsal ninguém atende. Bolas! Nem vale a pena ligar .

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Esperei um pouco para ver se aparecia alguém da organização, mas nada. Ninguém sabia para onde era o caminho certo. Muitos a dizer que iam desistir. Eu e outro amigo decidimos continuar a subir e ver onde ia dar. Ficamos na mesma. Direita ou esquerda? Esquerda, depois para cima ou por baixo? Bolas, decidi ligar a um outro amigo que muito provavelmente estaria com o grupo da frente, grupo da malta rápida. Bingo! Mas o Nuno apenas me disse que estava no trilho certo, que seria para cima, mas logo vi que não nos estavamos a entender. E disse-me que já se tinha perdido outra vez. Conclusão, haviamos de desistir porque não conhecíamos o local e porque não havia trilhos marcados.

Mas o “vamos para trás que acabou a prova para nós” não é assim tão fácil. Porque nunca é possível fazer exatamente o percurso inverso. Vai dai, voltamo-nos a perder, encontramos uma rapariga da organização bastante nervosa a dizer que tinha “visto muitas fitas a marcar o caminho”, mas quanto às fitas… nada.
Regresso à estrada D. Miguel com 15 kms de corrida e bem afastado da meta propriamente dita. Arreliado, confuso. O que ouvi dizer no local é que tinha havido uma sabotagem, hoje na net também li isso. E essa situação é de lamentar. Mas houve algo que não esteve bem. Eu vi apenas uma pessoa da organização a dada altura da prova, antes do abastecimento liquido a orientar-nos o caminho. A partir dai nunca mais vi ninguém. Nunca mais. Falei com um amigo que fez a prova toda, depois de ficar várias vezes perdido que me disse que nunca viu ninguém da organização. Isso não pode acontecer. Porque se houvesse pessoal da organização espalhado por pontos estratégicos, provavelmente mesmo sem fitas as coisas teriam corrido melhor.

Valeu no final a bifana e alguns doces que nos esperavam na chegada para acalmar o espírito e pensar nos próximos desafios a escolher. Sim, porque o “Runner Reporter” quer voltar ao monte!

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