FITEI: programação dia 9

Orfeu Mestico – Uma Hip-Ópera Brasileira

Rizoma

Renato Vieira Companhia de Dança (Rio de Janeiro)

Concepção e coreografia: Renato Vieira e Bruno Cezario

9 de Junho | 16h00

TeCA

60 min. | M/12

Programação no âmbito do Ano do Brasil em Portugal

Sinopse

Refletir sobre a complexidade da vida atual em que as referências fixas deram lugar à multiplicidade é o que propõe esta coreografia inspirada em linhas e planos topográficos. Com vigor, domínio técnico e densidade teatral, Renato Vieira recupera três personalidades que o influenciaram como criador: o filósofo Gilles Deleuze, o compositor Maurice Ravel e o coreógrafo Maurice Béjart.

Renato Vieira Cia. de Dança

Fundada em 1988 pelo encenador e coreógrafo Renato Vieira, a companhia desenvolve uma linguagem coreográfica que, tendo como foco um tema específico, faz uma síntese entre diversos vocabulários de corpo (ballet clássico, moderno, jazz e contemporâneo), relacionando-os com os conceitos definidos para cada espetáculo.

Renato Vieira optou desde sempre por pesquisar uma linguagem de movimentos que trouxesse à cena o que conceptualizou como a “dramaticidade da condição humana”. Para isso, trabalhou a partir de textos teatrais e da literatura. Os bons resultados do seu método criativo levaram-no a ser convidado para realizar trabalhos de corpo em diversas peças de teatro.

Ficha técnica / artística

Direcção geral e coreografia: Renato Vieira e Bruno Cezario; Bailarinos: Bruno Cezario, Soraya Bastos, José Leandro,Thiago Oliveira, Lavinia Bizzotto e Fabiana Nunes; Ensaiador: Gregory Lorenzutti; Figurinos: Marta Reis; Projecto gráfico: Christianne Vassão; Iluminação: Binho Shaeffer; Assessoria de Imprensa: Monica Riani; Desenho de luz: Binho Shaeffer; Direcção de Produção: Isabel Themudo; Produção Executiva: Camila Vidal; Realização: Renato Vieira Cia de Dança

Traz Fusion, de Mounira Tairou e Philippe Gohard

Cie Jo Bithume (França)

Criação: Mounira Taïrou e Philippe Gohard

8 de Junho | 19h00

9 de Junho | 16h30

Serralves

20 min. | M/4

Saiba mais aqui.

Orfeu Mestiço – Uma Hip-hópera Brasileira, de Claudia Schapira

Núcleo Bartolomeu de Depoimentos (São Paulo)

Encenação: Claudia Schapira

9 e 10 de Junho | 21h30

Mosteiro de S. Bento da Vitória

120 min. | M/12

Programação no âmbito do Ano do Brasil em Portugal

Sinopse

A partir do mito grego de Orfeu e Eurídice, esta “hip-hópera” narra o regresso de um político ao seu passado relacionado com a ditadura militar brasileira, a partir do momento em que é contactado para a exumação do corpo da sua companheira. Este conflito, que reflete o mito órfico de morte e renascimento, é evocado num espaço cénico transformado em “terreiro eletrónico”. Aqui, personagens de várias épocas guiarão Orfeu na sua descida ao inferno.

Núcleo Bartolomeu de Depoimentos

Fundado por Claudia Schapira, Eugênio Lima, Luaa Gabanini e Roberta Estrela D’Alva, este colectivo artístico tem como principal característica o casamento estético do teatro épico brechtiano com a cultura Hip-Hop. Em 13 anos de trabalho, a oralidade, a música e a poesia foram sempre os fios condutores da sua pesquisa. O Núcleo criou nove espetáculos, intervenções urbanas e projetos audiovisuais, tendo participado nos principais festivais brasileiros.

O “Teatro Hip Hop”, como é chamada a linguagem desenvolvida pelo Núcleo, é um conceito pioneiro no Brasil, que abre numerosas possibilidades e campos de acção, dialogando com as tendências contemporâneas dos diversos tipos de manifestações urbanas.

Além de várias distinções em peças anteriores, o grupo recebeu por “Orfeu Mestiço – Uma hip-hópera brasileira” o Prémio Shell de melhor atriz para Roberta Estrela D’Alva e o Prémio Cooperativa Paulista de Teatro – Melhor Projeto Sonoro.

Claudia Schapira

É fundadora do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, onde trabalha como encenadora, dramaturga, actriz, MC e figurinista. Formada em interpretação pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo e em Rádio e TV pela Faculdade Armando Álvares Penteado, trabalhou já com importantes nomes do teatro e do cinema. Actualmente, apresenta o evento DCC – Dramaturgia Concisa e Contemporânea – Encontro aleatório entre dramaturgos e actores. Ao longo da sua carreira foi diversas vezes premiada pelos seus textos (Prémio PANANCO/Coca-Cola 2001, Prémio Cooperativa 2008, Prémio FEMSA/Cola-Cola 2009) e figurinos (Prémio Shell 2005, Prémio Mambembe 1995).

Ficha técnica / artística

Texto e Encenação: Claudia Schapira; Direcção Musical: Eugênio Lima e Roberta Estrela D’Alva; Direção de Movimento e Coreografias: Luaa Gabanini; Intérpretes:Cristiano Meireles, Daniele Evelise, Eugênio Lima , Luaa Gabanini, Ricardo Leite, Roberta Estrela D’Alva,

Músicos: Alan Gonçalves, Cássio Martins, Eugênio Lima e Grupo Treme Terra: Bruna Braga, Bruna Maria, Daniel Laino, Giovane Di Ganzá, Lígia Nicacio (Juliana Carvalho – stand in) e Antônio Malavoglia; Assistente de encenação: Éder Lopes; Cenografia: Daniela Thomas Cenografia Assistente: Bianca Turner; Figurinos: Claudia Schapira; Vídeo: Tatiana Lohmann e ZoomB Laboratório Audiovisual; Operadora de Vídeo: Astronauta Mecânico; Desenho de Luz: Francisco Turbiani [sob orientação de Cibele Forjaz]; Operador de Luz: Carolina Autran; Engenharia de Som: Dr Aeilton e Eugênio Lima; Produção ópera: Iramaia Gongora; Produção Executiva: Mariza Almeida; Programação Visual: satocasadalapa; Assessoria de imprensa: Sylvio Novelli; Administração Núcleo Bartolomeu (sede): Mariza Almeida

Sua Incelência Ricardo III, a partir de William Shakespeare

Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare (Natal, Rio Grande do Norte)

Encenação: Gabriel Villela

9 e 10 de Junho | 22h00

Praça D. João I

75 min. | M/4

Programação no âmbito do Ano do Brasil em Portugal

Entrada Livre

Sinopse

A partir do clássico de William Shakespeare, o espectáculo ocupa o espaço público transformado-o em picadeiro do circo, com palhaços mambembes e carroças ciganas, criando, assim, um diálogo entre o sertão brasileiro e a Inglaterra isabelina. A pesquisa musical recupera as “incelências”, género tipicamente nordestino ligado a costumes fúnebres daquela região, bem adequado à história de Ricardo III, repleta de mortes e traições.

Clowns de Shakespeare

Fundado em 1993 na cidade de Natal (Rio Grande do Norte), a companhia desenvolve um trabalho de investigação focando-se na construção da presença cénica do actor, da musicalidade da cena e do corpo, tendo como base a ideia de teatro popular e sempre numa perspectiva colaborativa.

Mesmo não trabalhando directamente o palhaço, a técnica clown está presente na sua estética, principalmente na relação directa com a plateia, na concepção de universos com lógicas subvertidas, e, claro, na comicidade.

A obra de Shakespeare contribuiu para essa investigação. Sem desrespeitar a genialidade do autor, mas não adoptando sobre ele uma atitude “museológica”, o grupo tem encontrado na universalidade da obra do “bardo” o sentido do seu trabalho. Com “Sua Incelença Ricardo III”, o grupo passou por todos os principais festivais do país.

Ficha técnica / artística

Direcção geral: Gabriel Villela; Elenco: Camille Carvalho, Dudu Galvão, César Ferrario, Joel Monteiro, Marco França, Paula Queiroz, Renata Kaiser e Titina Medeiros; Assistência de direcção: Ivan Andrade e Fernando Yamamoto; Texto original: William Shakespeare; Adaptação dramatúrgica: Fernando Yamamoto; Consultoria dramatúrgica: Marcos Barbosa; Figurino: Gabriel Villela; Cenário: Ronaldo Costa; Assistente de figurino: Giovana Villela; Aderecista: Shicó do Mamulengo; Costureira: Maria Sales; Direcção musical: Marco França, Ernani Maletta e Babaya; Arranjos vocais: Ernani Maletta e Marco França; Arranjos instrumentais: Marco França; Preparação vocal: Babaya; Direcção vocal para texto e canto: Babaya; Música instrumental original: Marco França; Pesquisa musical: Gabriel Villela e o grupo; Direcção de movimento: Kika Freire; Iluminação: Ronaldo Costa; Técnico de som: Diano Carvalho; Director de palco: Anderson Lira; Coordenação de produção: Fernando Yamamoto; Assistência de produção: Renata Kaiser; Produção executiva: Rafael Telles; Assessoria de imprensa: Verbo Comunicação e Eventos; Fotografia: Pablo Pinheiro; Projecto gráfico: Caio Vitoriano; Secretariado: Arlindo Bezerra

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