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Regressos de Sétima Legião, Meute e !!! marcam Maio na Invicta

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Maio… Maduro Maio, mês em que a Primavera ganha força é também mês de muito concerto na cidade do Porto, com muitas estreias nos palcos da Invicta, regressos, alguns bastante aguardados, mas, acima de tudo, muito rock’n’roll. Mais luminoso e agressivo ou mais escuro e bailarino, a oferta espalha-se pela cidade e é farta. É mês de celebração e homenagem com os portugueses Sétima Legião, de festa explosiva com os germânicos Meute e um enorme bailarico com os norte-americanos !!! (Chk Chk Chk).

Meute. Créditos: Pedro Vasco Oliveira

Para além de alguns nomes mais sonantes, a que se juntam, por exemplo, The Chemical Brothers, a cidade do Porto, nos seus recantos roqueiros, continua a dar palco a muitas bandas e projectos musicais, nacionais e estrangeiros, que vagueiam por diversas das camadas daquilo que é o rock e que ainda não estão debaixo das luzes da ribalta. Uns lá chegarão, outros, provavelmente, não! E ainda há dois festivais!

The Chemical Brothers. Créditos: Pedro Vasco Oliveira

Dentre o vasto cardápio de concertos agendados para o mês de Maio no Porto, ficam aqui algumas sugestões. Sexta-feira (dia 5), no Understage do Teatro Rivoli, o inglês Patrick Walker apresenta 40 Watt Sun, o seu projecto musical a solo, um concerto que se prevê muito interessante. No Barracuda – Clube de Roque, o palco é dos franceses Les Lullies e o seu punk rock com pronúncia gaulesa, enquanto os lisboetas Them Flying Monkeys regressam ao Porto, mais concretamente ao Maus Hábitos, com «Next Emma Stone», o mais recente single do quinteto, na bagagem.

Tó Trips. Créditos: Pedro Vasco Oliveira

No primeiro sábado de Maio (dia 6), no Barracuda há Inferno das Febras com actuações dos Krypto, Símio e Dor na Rótula, uma noite que se perspectiva agitada.

No domingo (dia 7), Tó Trips apresenta, na Sala Suggia, da Casa da Música, o seu mais recente álbum a solo, intitulado «Popular Jaguar». À tarde, a partir das 18h00, no Novo Ático do Coliseu do Porto, o convite é para dançar ao som dos Mirror People.

Meute. Créditos: Pedro Vasco Oliveira

Bem, o dia 10 (quarta-feira) perspectivava-se um daqueles dias em que ter o dom da ubiquidade era a melhor coisa que podia acontecer. Dois concertos muito apetecíveis, duas salas distintas e distantes uma da outra e concerto à mesma hora. Viesse o diabo e escolhesse… No Hard Club, a proposta eram os norte-americanos Algiers e o seu pós-punk e rock experimental e disco novo, enquanto a do Coliseu do Porto são os fantasticamente festivos alemães Meute, que trazem à Invicta o seu novo disco de originais, «Taumel», editado no ano passado. Escolha difícil… muito difícil. No entanto, com o cancelamento da actuação dos Algiers, já com Maio em andamento, torna tudo mais simples.

No âmbito dos Concertos do Café, a banda portuense, com origem na Eslovénia, Not All Tails leva a sua indie-pop colorida e melódica até ao Café Casa da Música, no dia 11.

Sexta-feira, dia 12, bem era preciso um milagre. Mais uma vez, perante a quantidade e qualidade da oferta, a escolha é um enorme problema. Assim sendo, e sem sugestões, fica aqui o que a cidade oferece: no Hard Club a noite é de celebração de 40 anos de umas das melhores bandas nacionais nascidas nos anos 1980, a Sétima Legião, que aproveita a ocasião para homenagear o malogrado elemento Ricardo Camacho; ao Ferro Bar, ao cimo da Rua da Madeira, o duo berlinense Twin Noir, apetrechado de guitarras e uma… «máquina de fita» leva a sua sonoridade punk preenchida de riffs, sintetizadores e um beat dançável; no início da rua, no Barracuda, os portugueses Bas Rotten apresentam o seu mais recente álbum, «Surge», um disco carregado de trashcore e grind, uma noite que conta ainda com actuações dos Päria, Carne Pa Canhão e F.O.M.O.; para complicar, definitivamente, a coisa, Scurú Fitchadú leva ao Maus Hábitos «Nez txada skúru dentu skina na baku fundo», uma obra conceptualmente inspirada nos movimentos revolucionários de libertação africana. Escolham!

Scurú Fitchado. Créditos: D.R.

No sábado (dia 13), no Ferro Bar celebra-se o 27º aniversário da Garagem, com concertos de Pussy Lickers e Wipeout Beat. Junto ao rio Douro, no Hard Club, os portugueses Godiva apresentam o seu álbum «Hubris» e fazem-se acompanhar pelos Glasya, Pitch Black e Godark, numa noite de muito death metal.

Ecstatic Vision.

No domingo (14), há rock pesado, cru e psicadélico q.b. no Woodstock 69, em São Roque da Lameira, com os norte-americanos Ecstatic Vision, que andam em digressão europeia e vêm ao burgo.

No dia 18 (quinta-feira), os brilhantes e coloridos Unsafe Space Garden regressam ao Maus Hábitos para um concerto que, seguramente, será uma festa. É daqueles a não perder!

Unsafe Space Garden. Créditos: Pedro Vasco Oliveira

No dia seguinte (19), nos Jardins da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, há FAUP Fest com um cartaz de luxo: Sensible Soccers, Solar Corona, Baleia Baleia Baleia, Kurtis Klaus Ensemble e Máquina, entre muitos outros. No mesmo dia, o Inferno das Febras incendeia novamente o Barracuda, desta feita com os Basalto e os Tvmvlo a lançarem as chamas. Já no Woodstock 69 a dose é tripla, com concertos de Gallows Rites, Dolmen Gates e Wanderer.

Solar Corona. Créditos: Pedro Vasco Oliveira

No sábado (20), o M.Ou.Co. recebe os Columbia Mills, banda oriunda de Dublin, na Irlanda, e que pratica uma sonoridade em que funde eletrónica com pop sempre a piscar o olho à pista de dança. Nessa mesma noite, o palco do Ferro Bar recebe os belgas Kosmo Sound, em que se destaca a secção rítmica intensa e poderosa e frescas melodias.

No domingo (21), no M.Ou.Co., há The Haunted Youth, projecto indie pop do belga Joachim Liebens. Há quem diga que assombrada (haunted) é um bom adjectivo para caracterizar a música do belga e não deixa de fazer sentido. Um concerto a assistir, sem dúvida.

The Haunted Youth. Créditos: D.R.

Dia 23, terça-feira, o brasileiro Sessa apresenta o seu último trabalho discográfico, denominado «Estrela Mágica», no Auditório CCOP.

Na quarta-feira (24), no Hard Club a coisa é da pesada. Vindos do outro lado do Mundo, os australianos Ne Obliviscaris regressam a Portugal, oito anos depois, para promover o seu novo álbum «Exul», lançado no final de Março último. Antes, vindos de Andorra, os Persefone são convidados especiais, numa noite que conta ainda com outros australianos, os The Omnific.

Quinta-feira (25) é outro dos dias difíceis de decidir. No Hard Club há duas propostas: os californianos !!! (Chk Chk Chk), na sala 1, e The Obsessed e Desert’Smoke, na sala 2. No Ferro Bar, a dose também é dupla, com concerto de Cavala e Super Bronca, enquanto o palco do Maus Hábitos será de April Marmara e do seu «Still Life».

!!! (Chk Chk Chk).

Na sexta-feira (26), a Super Bock Arena recebe a primeira de duas noites com um senhor da música mundial. Chico Buarque apresenta-se duas noites seguidas no Porto rumando de seguida para Lisboa.

No dia 26, outro grande senhor da música mundial, Martinho da Vila, regressa ao nosso país com a digressão «85 anos de muito samba» e tem concerto marcado para o Coliseu do Porto Ageas. Nesta noite ainda, no Barracuda, a Bolhão Records apresenta os húngaros Barackca e ainda os portugueses Mancha Negra e Estrikinina.

The Chemical Brothers. Créditos: Pedro Vasco Oliveira

Ora, no dia 26 (sexta-feira) arranca o North Festival, na Alfândega do Porto, com os The Chemical Brothers a encabeçarem o cartaz do primeiro dia, que conta ainda com a banda colombiana Bomba Estéreo e a esquadrilha lusa formada por The Legendary Tigerman, Trabalhadores do Comércio e Jafúmega. O segundo dia tem as sonoridades brasileiras em destaque, com Ivete Sangalo, Ana Castela, Gustavo Mioto, Nininho Vaz Maia, e o terceiro e último dia (domingo, 28) é a noite do britânico Robbie Williams. O restante cartaz do dia de despedida do JN North Festival é composto pelos portugueses Pedro Abrunhosa, The Black Mamba e Tiago Nacarato.

Este é ainda mês de Queima das Fitas no Porto, com destaque este ano para os concertos no Queimódromo de Ornatos Violeta, no dia de abertura (7), e dos Two Door Cinema Club, no último (12).

Ornatos Violeta. Créditos: Pedro Vasco Oliveira

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