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Circulou pelo Facebooktm um passatempo que habilitava as pessoas a ganhar uma Autocaravana! Sim, leu bem, uma “Autocaravana”. Entretanto a página de Facebook desapareceu sem deixar rasto e o passatempo com ela, sem sabermos quem a ganhou.

E o que tínhamos de fazer para a ganhar? 
O habitual procedimento que vemos imensas vezes em outros passatempos no Facebook: fazer um like, partilhar com os amigos… espalhar a palavra, e fica automaticamente habilitado(a) a ter de arranjar espaço na garagem para uma casa sobre rodas.

Aliciante não é?

Poderia continuar este comentário com uma dissertação sobre a falta de perceção e objetividade das pessoas face ao óbvio: Como pode alguém estar a oferecer uma Autocaravana (ou outra coisa qualquer) em troca de um like? Como fazem o sorteio se não têm registo de participações?

Mas vamos falar de elefantes. A metáfora do elefante na sala é utilizada para referir realidades em que os problemas, ou situações, são tão evidentes que não podem ser ignorados. Tem como origem a fábula “O Homem Curioso”, de Ivan Krylov, que conta a história de um homem que vai a um museu e repara em todo o tipo de pormenores, exceto num enorme elefante no meio da sala.

Vamos ligar as coisas? Para este assunto em concreto, o elefante na sala é o facto de que este passatempo serve, apenas, para enganar as pessoas! Ficamos tão encantados com a possibilidade de ganhar uma autocaravana e ainda 500 Euros de combustível em cartão, que não lemos as letras pequeninas e tratamos de todos os trâmites de participação, o mais rápido possível, antes que o passatempo acabe. Nem sequer reparamos no pormenor da “subscrição” no canto superior direito da mensagem que recebemos.

Onde estava o engano? O passatempo, afinal, era um processo de subscrição. Ao participar, os utilizadores eram notificados de que tinham ganho um dos “prémios especiais”, um vale de gasolina no valor de 500 Euros. Para receber o vale só tinham de colocar o número de telefone num formulário e confirmar a receção da mensagem de notificação do prémio através de um PIN. Mas, na realidade, este processo servia unicamente para subscrever o utilizador num serviço que iria debitar 4,20 Euros por semana (IVA incluído, vá lá!), à sua conta de telemóvel, para lhe enviar algumas perguntas e o habilitar ao prémio.

Almoços grátis? Não há.

Gilberto Pereira
Consultor em Marketing, Comunicação e Estratégia Digital, Diretor de Operações na MindSEO – Digital Inteligence Solutions.

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