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toca a todos_670

Adoro competir! A agressividade nunca foi uma característica vincada na minha personalidade, mas as competições dão voz a uma necessidade de me situar no universo dos participantes. E, só estados particulares de desmotivação, me farão abdicar de chegar o mais à frente possível. É verdade que uma parte da luta é interior, contra mim próprio. Mas está longe de ser apenas isso. Esforço-me diariamente para adquirir o direito a tentar a minha chance, e tenho vivido vários exemplos de golpes de sorte, no passado recente. Tendo sempre em mente que estou longe de ser o melhor, quero olhar para trás com a certeza de que tentei, e tentei muito. A face visível, a competição, apesar de ser o culminar de todo um ciclo, é apenas uma ínfima parte do trabalho necessário, mas é essa que trás a visibilidade e o reconhecimento que me enchem alma e coração.

No entanto, esta vertente irracional e competitiva da minha prática, foi complementada e até elevada por uma arrebatadora causa que me fez abanar e que me forçou a refletir. Recebi um apoio incrível durante a Missão 24 – Correr pela Vida, mas sofri bastante para terminar o desafio. Ainda assim, foi o que se passou nas horas e nos dias seguintes que me fez sentir uma ponta de orgulho por ter conseguido colaborar com uma causa nobre e solidária. Todo o calor que recebi tanto de amigos como de ilustres desconhecidos, deixou-me profundamente rendido e com aquela vaidade que deverá, julgo eu, ser própria de quem leva a cabo grandes feitos. Permito-me saborear essas sensações, tentando não embandeirar em arco.

Nem pestanejei quando houve a oportunidade de me associar ao Toca a Todos, ação da RTP Mais, com vista a apoiar a Cáritas contra o flagelo da Pobreza Infantil. Com alguns dos melhores ultramaratonistas lusos, irei abraçar esta causa, através da paixão da corrida. É desde já com uma forte alegria que vejo o meu nome ligado à luta por melhores condições de vida para aqueles que não têm a mesma sorte que eu e os meus.
Sinto que tudo isto faz parte de um trilho que quero traçar, com vista a um objetivo sublime e longínquo que não é mais do que, piscando o olho ao Se de Charles Dickens, ser um Homem…

João Colaço

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