As águias não deram hipóteses aos estudantes
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O jogo na cidade-berço teve todos os condimentos de um verdadeiro dérbi

Quando a 18 de Dezembro o sorteio dos quartos-de-final da Taça de Portugal ditou um V. Guimarães x Sp. Braga, muitos previram um jogo intenso, mas com um pendor mais ou menos claro para os bracarenses.

Acontece que uns meses antes, os guerreiros do Minho tinham ido à cidade-berço vencer por 0-2. E, quer queiramos quer não, os vitorianos pretendiam a vingança.

Os planos de Rui Vitória pretendiam armar uma teia defensiva, por forma a que os experientes jogadores do Sp. Braga não produzissem o que sabem. Mas o que o técnico do V. Guimarães não terá nunca imaginado é que antes dos 20 segundos de jogo, já a sua equipa vencia por 1-0. O uruguaio Barrientos recebe um passe da direita, e já dentro da áre, remata rasteiro junto ao poste esquerdo de Quim. Festa contagiante nas bancadas do D. Afonso Henriques.

Um autêntico murro no estômagopara o Sp. Braga. Mas antes da dezena de minutos, a formação da casa teve o primeiro revés. Kanu lesionou-se num lance que até cometeu falta sobre Leandro Salino, e foi substituído por Siaka Bamba, um médio-defensivo que teve de actuar todo o encontro a lateral-direito.

Os bracarenses tomaram então conta do jogo e a bola quase nunc a saiu do meio-campo dos vimaranenses. O guarda-redes Douglas foi começando a protagonizar defesas importantes, ele que mais à frente seria responsável pela vitória da turma da casa.

Houve muita luta a meio-campo, com estradas ríspidas q.b., mas com João Capela a ir muitas vezes ao bolso. Nos primeiros 45 minutos, o Sp. Braga teve mais tudo: posse de bola, remates, livres, mas no capítulo que realmente interessa, estava em desvantagem.

Na etapa complementar , a equipa de José Peseiro tudo fez para marcar. O V. Guimarães estava cadsa vez mais encostado às cordas e saía, muito raramente, rápido para o ataque, ora por Ricardo, ora por Baldé.

Tanta pressão ofensiva, resultou, finalmente, em golo. A cinco minutos dos 90, Alan “inventa” uma jogada no flanco esquerdo e serve Éder. O internacional português fez o que sabe fazer melhor: introduzir a bola na baliza.

Festejos aliviados dos adeptos bracarenses. Dois minutos depois, João Pedro, que se estreou pelo Sp. Braga depois do empréstimo à Naval, recebe a bola junto à pequena-área, sem qualquer oposição. No duelo com Douglas, o brasileiro foi gigante e defendeu para canto.

Os derradeiros minutos do tempo regulamentar foram de real sufoco para os vimaranenses e só por escassa pontaria dos jogadores do Sp. Braga é que o encontro chegou a prolongamento.

Começa o prolongamento, mas parece que estamos a viver uma situação tirada a pepel-químico dos primeiuros minutos do encontro. Nova infelicidade para Rui Vitória, com o capitão Leonel Olímpio a ter de ser substituído por lesão. Mas logo a seguir, Barrientos voltou a tocar o céu, com novo golo, na mesma baliza, num lance em tudo idêntico ao primeiro golo.

Quase veio abaixo o D. Afosno Henriques. O desespero começava a tomar conta dos jogadorers arsenalistas e também de José Peseiro, que parece querer entrar em campo quando a sua equipa não está em vantagem.

Custódio teve nos pés a última oportunidade do jogo, mas Douglas encheu a baliza e festejou como se de um golo se tratasse. O guardião fez um dos melhores encontros desde que está em Portugal.

O jogo terminava a seguir e os quase 10 mil vimaranenses presentes no estádio celebraram como se tivessem conquistado um título. E, num dérbi desta envergadura, sair vencedor aproxima-se de mesmo do Olimpo.

O V. Guimarães espera agora pelo vencedor do encontro entre dois emblemas da Segunda Liga, Arouca e Belenenses, para as meias-finais da prova rainha do futebol português.

Ficha de jogo e minuto a minuto

Resultados da Taça de Portugal 12/13

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