Fim-de-semana atípico para os da frente
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Benfica e FC Porto mostraram por que são as duas melhores equipas nacionais da actualidade

O jogo era grande e a envolvência a condizer. Na Luz, Benfica e FC Porto mediram forças e proporcionaram um espectáculo de primeira água. O jogo terminou empatado mas poderia dar para qualquer dos lados. Quem não aproveitou a igualdade para se aproximar do duo da frente foi o Sp. Braga que perdeu na Madeira frente ao Nacional. Paços de Ferreira e Rio Ave somaram mais duas vitórias e no fundo da tabela, o Moreirense sofreu a goleada da jornada e afunda-se cada vez mais.

Benfica 2 x FC Porto 2
(Matic 10’ e Gaitán 20’) (Mangala 8’ e Jackson Martínez 15’)

Crónica

Ficha de jogo e minuto a minuto

Nacional 3 x Sp. Braga 2
(Mexer 58’, Diego Barcellos 60’ e Ismaily (a.g.) 76’) (Hélder Barbosa 37’ e Éder 82’)

O fim-de-semana poderia ser vantajoso para o Sp. Braga. Os líderes Benfica e FC Porto ncontravam-se e pelo menos uma das equipas ia perder pontos.

Mas a formação nortenha não ganhou sequer um ponto e perdeu mesmo no terreno do Nacional. Sabemos que a formação insular tem subido de produção desde a chegada de Manuel Machado.

A equipa madeirense entrou no jogo por cima e demorou algum tempo até José Peseiro entender o que estava mal (essencialmente no meio-campo). O Sp. Braga foi subindo de produção, para lá do meio da primeira parte e chegou à vantagem por Hélder Barbosa. O médio criativo fez por merecer a alegria, já qe estava ser a melhor unidade bracarense.

O Nacional não estava satisfeito. Manuel Machado operou duas alterações em simultâneo, na abertura da segunda parte. Os madeirenses deram a volta ao jogo em apenas dois minutos. O moçambicano Mexer começou por empatar o jogo (grande golo), pouco antes da hora de jogo, e logo a seguir, Diego Barcellos, entrado ao intervalo.

Era altura para o Nacional refrear os ímpetos e dar a iniciativa de jogo ao favorito Sp. Braga. A defwsa arsenalkista ficou mais exposta e sofreu um revés decisivo, com um auto-golo de Ismaily.

Já nos últimos 10 minutos os guerreiros do Minho tiveram arte para reduzir, por Éder, mas Hugo Viana viu o segundo cartão amarelo e deixou os minhotos enfraquecidos para procurar ainda o empate.

Paços de Ferreira 1 x Académica 0
(Hurtado 52’)

Quem continua na mó de cima é o Paços de Ferreira. Na Mata Real, a formação orientada por Paulo Fonseca tem mantido a Mata Real uma autêntica fortaleza e segue no quarto lugar, agora apenas a um ponto do Sp. Braga.

Quem viu o jogo, percebeu de imediato qual a equipa mais bem posicionada na tabela. Os pacenses assumiram sempre o controlo e domínio do jogo, perante uma Académica muito curta.

Talvez por esse jogo manietado no último terço do ataque do Paços de Ferreira, não houve grande qualidade na primeira parte.

O peruano Hurtado voltou a vestir a pele de herói. Depois de ter dado a vitória à sua equipa no Estádio de Alvalade, marcou agora à Académica, em mais um resultado de 1-0.

Só com este desenvencilhador chamado golo a Briosa reagiu e foi subindo no terreno. E o jogo manteve-se com resultado incerto até aos 90 minutos. A expulsão do defesa-central Ricardo poderia ter deitado tudo a perder para os castores, mas a saída por acumulação de amarelos surgiu quase à beira do apito final. Os jogadores do Paços de Ferreira foram estóicos perante o ‘pressing’ final da Académica.

Gil Vicente 0 x Rio Ave 1
(Marcelo 35’)

Previa-se um jogo in teressante em Barcelos. A formação da casa tenta sair da zona incómoda e os vila-condenses estão a realizar uma prova fantástica, em plena zona europeia. A vitória forasteira confirmou o favoritismo.

O Gil Vicente deixou a nu várias lacunas ofensivas, num encontro onde não pôde contar com Pedro Pereira ou Yero. Com outro andamento, o Rio Ave teve mais bola e mais cabeça, também.

O golo que viria a fazer a história do encontro surgiu a 10 minutos do final do primeiro tempo, com Marcelo a cabecear para a baliza de um desorientado Adriano Fachini, após um canto.

O Gil Vicente só deu mostras de querer conquistar ponto na segunda parte, com André Cunha a atirar à trave da baliza de Oblak. O Rio Ave soube suster o escasso ímpeto ofensivo dos barcelenses. Nuno Espírito Santo tem dado uma solidez impressionante à sua equipa.

O Rio Ave poderia ter marcado o golo da tranquilidade por Del Valle, mas o venezuelano atirou ao poste da baliza gilista. Depopis, a electricidade falhou por alguns minutos, no Estádio Cidade de Barcelos. Uma paragem que impeliu o Gil Vicente a um último esforço, mas mais à base do coração.

O Gil manteve o pecúlio de não vencer na Liga – a última vitória surgiu a 7 de Outubro. Já o Rio Ave respira saúde e mantém o quinto lugar da tabela.

Beira-Mar 0 x Estoril 1
(Licá 10’)

Confronto interessante em Aveiro. A formação da casa nãpo perdia há mais de dois meses e a do Estoril vinha de uma série inédita esta temporada de cinco jogos sem vencer.

O jogo pendeu cedo para uma das equipas que têm recebio mais elogios neste campeonato, com Licá a abrir o activo logo aos 10 minutos. O Beira-Mar acusou o toque e pareceu mesmo atabalhoado em toda a primeira parte.

Só no segundo tempo Ulisses Morais fez crescer a equipa. Balboa, Serginho e Camará obrigaram a defensiva estorilista a uma atenção triplicada.

Em plena ascensão do Beira-Mar, e depois de uma perdida incrível de Licá, Joãozinho viu o vermelho directo e sentenciou a hipotética recuperação dos aveirenses.

O Beira-Mar encravou e não conseguiu dar mais um passo em frente na luta pela permanência e o Estoril lá vai fazendo o seu percurso, neste regresso à Liga ZON Sagres, e está às portas da Europa.

V. Guimarães 1 x Marítimo 1
(Baldé 90+2’) (Danilo Dias 2’)

Dois teóricos candidatos às competições europeias. O Marítimo, que esteve este ano na fase de grupos da Liga Europa, não poderia pedir um melhor início de jogo. O brasileiro Danilo Dias marcou logo aos dois minutos e certamente fez Pedro Martins encarar o encontro de outra forma.

O V. Guimarães, com uma média de idades muito baixa, com consequências na experiência a este nível, foi jogando como podia. E ninguém os pode acusar de falta de entrega.

A pressão vimaranense acentuou-se no segundo tempo, principalmente com o recurso às bolas paradas e a remates de Leonel Olímpio e Baldé. Tanta pressão ofensiva foi obrigando os insulares a recorrerem às faltas. Neste particular, o defesa Márcio Rosário abusou da sorte e viu dois cartões amarelos em outros tantos minutos.

E depois de tanto desperdício dos homens da frente, em especial do possante Baldé, o jogador emprestado pelo Sporting marcou mesmo, já nos descontos, num afirmativo golpe de cabeça.

As aspirações europeias mantêm-se intactas para ambos os emblemas.

Olhanense 0 x Sporting 2
(Labyad 3’ e Adrien 54’)

Crónica

Ficha de jogo e minuto a minuto

V. Setúbal 5 x Moreirense 0
(Meyong 26’, Meyong 31’, Meyong (g.p.) 46’, Pedro Santos 54’ e Bruninho 85’)

O camaronês Meyong proporcionou uma tarde fabulosa, a nível individual. Pena que este jogo memorável tenha sido, muito provavelmente, o último do avançado com as cores sadinas.

Quanto ao jogo, correu tudo às mil maravilhas à equipa de José Mota. Muito organizado e ciente do que queria, os setubalenses chegaram ao golo antes da meia-hora de jogo, or Meyong, ele que viria a bisar cinco minutos depois.

O Moreirense, actual lanterna-vermelha do campeopnato, vem provando porque ocupa essa posição. Apenas em inconsequentes lances de bola parada os homens de Jorge Casquilha iam dando nas vista.

Para piorar o cenário, os nortenhos ficaram a jogar com 10 unidades muito cedo no encontro (37 minutos), por acumulação de amarelos do avançado (!) Wagner.

Logo a abrir a segunda parte, o inevitável Meyong aumentou para 3-0 e fez o seu enésimo ‘hat-trick’, na conversão de uma grande penalidade.

Com uma tarde para esquecer, os homens de Moreira de Cónegos viram mais um jogador seu ir tomar banho mais cedo. Augusto viu a segunda cartolina amrela, aos 50 minutos, e facilitou uma goleada ainda maior.

Praticamente a seguir, o V. Setúbal fez o 4-0 por Pedro Santos. Vendaval sadino irrepreensível para o Moreirense. O estreante Bruninho ainda teve tempo para fixar o resultado por 5-0, pouco antes dos 90 minutos.

O V. Setúbal mantém-se com a cabeça à tona, enquanto que o Moreirense necessita urgentemente de se reforçar, sob pena de não ficar mais do que uma temporada neste regresso à Liga ZON Sagres.

Resultados e classificação da Liga ZON Sagres 12/13.

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