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Eis uma costa; eis um porto;/ após uma dieta frugal de horizonte, uma paisagem:/ morros de formas nada práticas, cheios, cheios – quem sabe? – de autocomiseração,/ tristes agrestes sob a frívola folhagem (…)

                                  Elisabeth Bishop 

Um Porto para Elizabeth Bishop | Eis uma costa; eis um porto;/ após uma dieta frugal de horizonte, uma paisagem:/ morros de formas nada práticas, cheios, cheios - quem sabe? - de autocomis Global News Portugal

“Um Porto Para Elizabeth Bishop” apresenta-nos um monólogo comovente e cativante após o desembarque de um cargueiro no porto de Santos, no Brasil dos anos 50 e onde a poeta norte-americana Elizabeth Bishop desembarcou para uma curta escala turística, apaixonando-se pela “Cidade Maravilhosa” e por Lota Macedo Soares.

Este espetáculo, aborda os anos em que a escritora passou no Brasil ao lado de Lota, urbanista e paisagista com quem Elizabeth teve a relação de amor mais intensa da sua vida. Para além deste romance cheio de incertezas mas ao mesmo tempo de seguranças e paixão, a peça revela-nos várias personalidades literárias brasileiras como Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira ou João Cabral de Mello Neto, com quem a escritora conviveu.

É Regina Braga quem dá voz a uma Elizabeth profundamente perturbada pelo alcoolismo e  deprimida, e que ao longo dos anos, ao lado do seu grande amor, se recompõe, lançando poemas, um livro-reportagem e cartas. Recompensada com o prémio Pulitzer em 1956, Elizabeth vive no Brasil até 1966.

Com o regresso de Elizabeth a Nova Iorque e a morte de Lota Soares dá-se o culminar desta peça escrita por Marta Góes, onde predominam uma explosão exacerbada de sentimentos.

Uma história contada na primeira pessoa onde  “Perder não é uma arte difícil de aprender”.

 

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