Como ela morre. créditos: Filipe Ferreira
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Em maio, o teatro tem honras de destaque na programação do Centro Cultural Vila Flor (CCVF) com a apresentação de Sopro e Como ele morre, dois espetáculos de Tiago Rodrigues com os quais o CCVF volta a dar ao público a oportunidade de olhar para a obra de um artista de forma mais profunda e menos dispersa do que habitualmente as programações são capazes. Neste próximo fim de semana, 4 e 5 de maio, o público vai poder ver duas das mais recentes criações de Tiago Rodrigues – ator, dramaturgo e encenador, atual diretor artístico do Teatro Nacional D. Maria II, cujo teatro subversivo e poético o afirmou como um dos mais relevantes artistas portugueses.

Cristina Vidal é ponto do Teatro Nacional D. Maria II há mais de 25 anos. Como tantos outros trabalhadores que fazem teatro sem nunca pisar as tábuas diante do público, manteve-se nos bastidores. Até que o encenador Tiago Rodrigues passou também a dirigir o teatro nacional e decidiu criar Sopro a partir da sua experiência. A ponto passa para o centro da cena.

Tendo estreado no Festival d’Avignon, Sopro foi descrito pelo jornal francês Le Figaro, como “uma homenagem vibrante ao teatro e àqueles que o fazem”. Neste espetáculo, Cristina Vidal, guardiã de uma profissão em vias de extinção, aparece pela primeira vez sob os holofotes, acompanhada por cinco atores – Beatriz Brás, Isabel Abreu, João Pedro Vaz, Sofia Dias, Vítor Roriz – e centenas de fantasmas. Consigo, são evocadas as histórias reais e ficcionais de um teatro agora em ruínas.

Sopro. créditos: Christophe Raynaud de Lage


Sopro sobe ao palco do Centro Cultural Vila Flor na noite de sábado, 4 de maio, às 21h30. No domingo, às 17h00, o Grande Auditório do CCVF recebe Como ela morre, coprodução internacional do Teatro Nacional D. Maria II com a companhia belga tg STAN – que já passou por Guimarães em 2016 com a sua versão de O Ginjalde Tchékov. É também a partir de um clássico russo que se constrói este espetáculo, inspirado por Anna Karenina, obra-prima de Tolstói, e pela forma como o romance pode mudar as vidas dos seus leitores e transformar o modo como a personagem central morre. 

Como ela morre. créditos: Filipe Ferreira

Como ela morre reflete sobre o amor, a traição ou a felicidade, a partir da história de dois casais em crise, um português (Isabel Abreu e Pedro Gil) e outro belga (Jolente de Keersmaeker e Frank Vercruyssen) com Anna Karenina pelo meio. As duas histórias correm em paralelo, em espaços e tempos diferentes, mas unem-se pela leitura simultânea do livro em palco, numa apologia do poder da literatura.

Os ingressos individuais para Sopro e Como ela morre têm o custo de 7,5 euros, existindo a possibilidade de adquirir um bilhete conjunto para assistir a ambas as peças pelo valor de 10 euros. Os bilhetes poderão ser adquiridos, como habitualmente, nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor, do Centro Internacional das Artes José de Guimarães e da Casa da Memória de Guimarães, bem como na internet em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt.

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