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O autor português leva para casa 100 mil euros

Nuno Camarneiro é o vencedor deste ano do Prémio LeYa. O escritor, de 35 anos, sucede a João Ricardo Pedro.

A distinção é baseada no romance “Debaixo de Algum Céu”, uma obra que vai ser comercializada em Março do próximo ano. O enredo passa-se num prédio e retrata o dia-a-dia dos seus habitantes, durante oito dias.

O livro conquistou, por maioria, o júri presidido pelo poeta Manuel Alegre, que tem ainda os escritores Nuno Júdice, Pepetela e José Castello, o professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, José Carlos Seabra Pereira, o reitor do Instituo Superior Politécnico e Universitário de Maputo, Lourenço do Rosário e a crítica literária e professora na Universidade de São Paulo, Rita Chaves.

O júri justifica a atribuição do prémio a esta obra, num universo de 270 títulos a concurso, uma vez que “delimita um romance de espaço e um romance urbano. É um retrato de uma microsociedade unida pelo espaço em que vivem os personagens”.

O grupo de jurados acrescente que a escrita de Camarneiro “flui sem ceder à facilidade, mas reflectindo a consciência de um jogo entre o desejo de chegar ao seu destinatário, o leitor, e um recurso mínimo a artifícios retóricos em que só uma sensibilidade poética eleva e salva a banalidade e os limites do quotidiano”. O júri disse ainda que este romance poderá ser entendido como uma “alegoria do mundo contemporâneo”.

É a segunda vez que o galardão distingue um escritor português, num total de cinco edições. A outra ocasião tinha sido precisamente no ano passado, com a obra “O Teu Rosto Será O Último”, de João Ricardo Pedro.

O jovem autor arrecada 100 mil euros, neste que é o maior prémio pecuniário na literatura de expressão portuguesa.

Perfil

Nuno Camarneiro nasceu na Figueira da Foz em 1977 e, antes de ter publicado dois romances (o primeiro chama-se “No Meu Peito Não Cabem Pássaros”), publicou contos em colectâneas e revistas. É também investigador e professor. Integrou o GEFAC (Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra), fez parte do colectivo musical Diabo a Sete e foi membro da companhia de teatro Bonifrates.

Trabalhou também no CERN (Organização Europeia para a Investigação Nuclear) e fez o doutoramento em Ciência Aplicada ao Património Cultural, na cidade de Florença, em Itália.

Regressou a Portugal há dois anos e desde aí é investigador na Universidade de Aveiro, bem como docente da disciplina de Restauro, na Universidade Portucalense do Porto.

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