InícioCulturaEu suo, tu suas, todos suam… quando a Cobrafuma!

Eu suo, tu suas, todos suam… quando a Cobrafuma!

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Uma catarse geral, um banho à alma e a libertação do corpo em forma de água salgada é, de forma sintética, uma maneira de resumir o concerto dos Cobrafuma no Woodstock 69, no passado dia 7 de Junho.

A proposta era simples e aliciante. A banda do Porto, formada por quatro músicos de créditos já firmados – Rui Pedro Martelo (baixo e voz), José Roberto Gomes (guitarra), Luís Chaka (bateria) e Azevedo (guitarra) –, apresentava o seu primeiro e epónimo disco de originais e, pelo que já se conhecia, esperava-se uma noite intensa, de guitarras tresloucadas e ritmo forte e empedernido. Ninguém saiu defraudado!

Sem tentar engavetar a sonoridade da Cobrafuma, o seu som não é sibilante como os das cobras, nem (suavemente) soprado como quem fuma, é rock pesado, desvairado e deslizante, envolto numa fina capa metal. É, especialmente, intenso e provocador para quem ouve.

Com o bar de S. Roque da Lameira a rebentar pelas costuras, a chuva lá fora a não dar tréguas – que o digam os festivaleiros presente no Parque da Cidade para assistir ao primeiro dia do Primavera Sound Porto –, e o público a sintonizar-se definitivamente com os Cobrafuma, o rebuliço cedo se instalou na plateia.

No bar a azáfama era parecida à do mosh pit, onde corpos, muitos já seminus, se digladiavam, outros surfavam por cima da massa humana, enquanto do palco era debitada a energia necessária para alimentar a máquina humana e, assim, continuar agitada.

A correria ao bar era constante, pois só a cerveja e o vinho… pronto, e alguma água, ajudavam a compensar a perda de fluídos. O banho à alma era evidente no suor que todos os corpos ali presentes brotavam por cada um dos seus poros!

Do palco, onde também se suava a rodos, saiu o álbum na totalidade e ainda mais um tema extra…

«Cobril», que abre o disco epónimo, abriu as hostilidades… e foi logo a pôr as tropas em sentido. Seguiram-se «Fina peneira», «Fumo a fome», «Cascavel», «Tempo de trovão» e «Buraco». Ouviu-se, então, «Oprah», que não consta de «Cobrafuma», de onde saíram ainda «Coma do rock», «Meu irmão», «Aço» e, por fim, «Punk hits».

Apesar do desgaste, no final, o pessoal queria mais. Sentia-se que ainda faltava libertar algo mais. O momento de crescente catarse, deixou toda a gente de sorriso no rosto… excepto quando a cerveja acabou, mas não se pode ter tudo e ter assistido ao concerto de Cobrafuma foi um momento inesquecível.

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