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Farruquito, um dos melhores bailaores de flamenco do mundo, honra as suas origens andaluzas com o premiado espetáculo “Pinacendá”, que significa Andaluzia no dialeto caló, usado pelos ciganos da Península Ibérica. Será o espetáculo de encerramento do Festival DDD – Dias da Dança, sábado, 12 de maio, às 18h00.

“Pinacendá” é um passeio por cada uma das províncias andaluzas, através do baile de Farruquito. As vivências de um gitano, amante da arte e da sua região. Herdeiro de uma verdadeira dinastia de flamenco, Farruquito, nome artístico de Juan Manuel Fernández Montoya é filho do cantaor El Moreno, da bailaora La Farruca e neto do grande El Farruco, considerado um dos melhores, se não o melhor, bailaor de flamenco dos século XX.

créditos: Aito Lara

A sua estreia internacional deu-se quando tinha apenas quatro anos de idade, na Broadway, com a performance “Flamenco Puro”. Aos 15, e após a morte do seu avô, o herdeiro maior desta arte criou o seu primeiro espetáculo. Em 2001, após ter dançado no Flamenco Festival USA, viu o prestigiado jornal The New York Times considerá-lo “o melhor artista que pisou a Big Apple em 2001”.

“Se baila como se es” recordava-lhe o avô. Em “Pinacendá”, Farruquito sente-se mais identificado que nunca: “Andaluzia significa tudo”, diz o artista de 35 anos. “Nasci e vivi em Sevilha, sou fiel à maneira de viver que existe nesta região, grande parte da minha maneira de ser deve-se a esta terra e às gentes que se cruzaram no meu caminho. E isto, repito, é tudo. Porque há algo que está acima da profissão, e é o teu verdadeiro ser.”

Os bilhetes para “Farruquito – Pinacendá” estão à venda no Coliseu, Ticketline e locais habituais, e têm o preço único de 10 euros.

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