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Foi uma tarde cheia de ação no “Couraíso”, novamente com mergulhos no rio e com brincadeiras entre amigos à mistura. A festa tinha começado nas margens de Coura. O sentimento de sexta-feira de festival estava no ar.

Dia 3 do Paredes de Coura. Desde o experimentalismo dos Black Midi à guitarra sónica dos Spiritualized [com galeria] | Foi uma tarde cheia de ação no “Couraíso”, novamente com mergulhos no rio e com brincadeiras entre amigos à mistura. A festa tinha começado nas margens de Global News Portugal
Diogo Baptista / Global News

First Breath After Coma, banda de Leiria, tem percorrido um longo caminho em apenas sete anos. São frequentadores do festival Paredes de Coura, disseram isso mesmo ao público presente, acrescentando que foi “um sonho tornado realidade”, porque desta vez eram eles que estavam em palco. Esta presença é um regresso a Portugal, depois de uma tour pela Europa. Foi arrepiante a prestação da banda portuguesa, até para quem passeia pelo recinto de cerveja gelada na mão. Com letras poéticas, a sua música pós-rock intimista, foi a banda sonora para quem vinha do rio para se instalar à frente do palco.

A prestação da banda de Leiria percorreu o álbum de 2016, “Drifter”, que sido aclamado como “um mundo de sonhos poéticos”, à semelhança do que acontece com o álbum de 2019, “NU”. As últimas três músicas tiveram um convidado especial, Noiserv, que a banda chamou ao palco.

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Jonathan Wilson foi o senhor que se seguiu em palco. A sua prestação começou com o próprio a dançar com o seu Fender vermelho, entrando depois em músicas conhecidas como “There’s a Light and Loving You”, tendo sido este um momento mais calmo. Graças a vocais e melodias cheias de alma, que puxaram as vozes do público, a sua atuação trouxe emoção, coincidindo com o pôr-do-sol. Wilson apresentou-se com instrumentais incríveis no final da sua atuação, agradecendo aos seus fãs com um charmoso americanizado “obrigado”, antes de deixar o palco.

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Black Midi. A música experimental de quatro elementos londrinos não é o que se pode esperar da escola britânica. Foi uma atuação excêntrica que misturou músicas pop distorcida, gritando vocais incompreensíveis e instrumentais pós-rock mais suaves. Tudo isto nos primeiros cinco minutos. Foi uma mistura de riffs, sons e distorções com um som quase mecânico. Black Midi são quatro talentosos músicos com o estilo mais experimental que Parede de Coura viu até ao momento nesta edição. Cheios de surpresas e fazendo o concerto mais imprevisível da noite, mesmo para todos os que pouco conheciam da banda. O público lá foi dançando ao som da banda londrina. O título do último álbum da banda deste ano, “Schlagenheim”, literalmente sem significado, “a coisa mais importante é que [o titulo do álbum] é absolutamente sem sentido nenhum”, o que reflete o seu estilo misterioso e experimental de noise-rock.

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A prestação dos Deerhunter no palco principal contou com boas vocais e riffs de guitarra, que certamente poderiam ter sido ouvidos na zona de campismo mais distante, assim como do baixo que abalou o festival até à entrada principal. A multidão gostou e acompanhou a banda.

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A canção de abertura de Connan Mockasin criou uma atmosfera romântica para o público. Calmo, sensual e sonhador, fez com que os casais se abraçassem ao som da sua música. Foi possível apreciar excelentes músicos ao vivo, desde o pop psicadélico até ao rock experimental, passando pelo acid-prog. “Forever Dolphin Love”, musica de 10 minutos, levou a multidão numa viagem longa e sinuosa, perdendo-se num mundo de sonhos…. e talvez também o próprio Connan Mockasin.

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Despojados vocais que se misturam com uma guitarra sónica, a banda inglesa Spiritualized, começou a atuação com um êxito de 1997, “Come Together”, conquistando o público de três gerações e fazendo-os cantar o refrão “come on, come together”. A banda serviu excelentes prestações de “Shine a Light” e “Soul On Fire”. Spiritualized, misturaram vocais inspirados em gospel com guitarra elétrica e exibiram o talento musical de Jason Pierce. “Ladies and Gentlemen We Are Floating in Space” foi, de longe, o destaque da banda.

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Father John Misty fechou o palco principal, perante uma multidão que enchia o recinto. O concerto começou com “Hangout at the Gallows” e “Mr. Tillman”, as primeiras faixas do seu mais recente álbum, de 2018, “God’s Favorite Customer”. Quando John Misty se ajoelhou no palco durante “When You Are Smiling and Astride Me”, o público reagiu de forma fervorosa. “Real Love Baby”, que tem 52 milhões de transmissões no Spotify, foi tocada de forma sublime, enquanto o público acompanhava a cantar.

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Com exceção do conjunto Black Midi maravilhosamente bizarro, os concertos de sexta-feira foram os mais calmos até agora. O público reservou alguma energia para a última noite e ainda puderam absorver a música do palco vodafone.fm, com “after-hours” da dupla americana Peaking Lights e do produtor Romare, cuja performance variava entre a house e os samples de Boogie Night.

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