Arranca amanhã a sexta edição do Tremor, o festival que transforma o arquipélago dos Açores no palco principal para uma experiência que parte da música para se relacionar com o território e tradições locais. Ao longo de cinco dias, haverá música de vários hemisférios, residências artísticas, exposições e performances, a desenhar um cartaz que reflecte sobre os movimentos culturais tradicionais e contemporâneos dos Açores, o lugar da mulher na música, os cruzamentos entre música e artes performativas e as possibilidades da cultura enquanto ferramenta essencial para a descentralização, o desenvolvimento e turismo local.

Serão mais de 50 artistas que ocuparão as principais salas de Ponta Delgada e Ribeira Grande, assim como espaços informais, comércio local e pontos de interesse cultural. À semelhança do que aconteceu em 2018, o Tremor estende-se, este ano, à ilha vizinha de Santa Maria, num circuito de actividades que, ao longo de 14 horas, visita os pontos turísticos e a gastronomia da ilha do sol, e que integrará os concertos de Natalie Sharp e dos nacionais Sunflowers. Por Ponta Delgada, destaque às estreias de Bulimundo, Grails, Haley Heynderickx, Colin Stetson, Lafawndah, Hailu Mergia ou Teto Preto, e aos concertos dos nacionais Lula Pena e Pop Dell’Arte. Nas residências, atenção ao concerto-bingo com comes e bebes, dos rappers dB e Balada Brassado, à proposta performativa e imersiva do Instytut B61 ou às várias apresentações de Lieven Martens (ex-Dolphins Into the Future), a regressar a um arquipélago que inspirou e marcou a sua produção discográfica.

Fora dos palcos amplificados, a inauguração do trabalho colaborativo entre Renato Cruz Santos e Duarte Ferreira, uma exposição que conecta fotografia e som para nos fazer mergulhar na ilha e no festival, e ao projecto fotográfico de Rubén Monfort que documenta o trabalho em torno dos colectivos populares de dança de castanholas das Despensas de Rabo de Peixe.

Apesar de esgotado, o Tremor deixa a porta aberta e o convite para um conjunto de actividades de acesso livre, mediante a lotação de cada espaço. Do espectáculo de abertura construído em diálogo pelo colectivo ondamarela com a Escola de Música de Rabo de Peixe e a Associação de Surdos da Ilha de São Miguel, às conversas em torno do lugar na mulher no mundo do futuro (a terem lugar a 10 e 11 de Abril, pelas 13h00, no Neat Hotel Avenida) e passando pelas diversas actividades lúdico-formativas do Mini-Tremor (a terem lugar sábado, 13 de Abril, entre as 15h00 e as 16h30, no Estúdio 13).

O alinhamento final e os horários do festival podem ser consultados no site (http://www.tremor-pdl.com/) ou na aplicação do evento, que servirá como ponto centralizador da informação relativa ao Tremor na Estufa (concertos surpresa) ou ao Tremor Todo-o-Terreno (trilhos sonorizados).

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