A primeira edição do Festival Internacional de Circo do Porto ofereceu 44 espetáculos de circo contemporâneo à cidade e o público encheu os vários palcos para assistir. Ao todo, passaram pelo Coliseu Porto Ageas, Jardim de São Lázaro, Praça da Batalha, Poveiros e Santo Ildefonso cerca de 40 mil pessoas.

Ao longo de quatro dias, o Coliseu contagiou o Porto com o circo e a cidade deixou-se contagiar. De portas abertas, também alguns locais e turistas tiveram a oportunidade de entrar pela primeira vez no grande chapitô da cidade, o Coliseu.

Do humor visual de “Viva Viktor” à graciosidade de “Rouge”, passando pela cinematografia circense de “Speakeasy”, muitos dos curiosos que viram os espetáculos do primeiro dia, 13 de setembro, voltaram para seguir o programa de palco em palco e o número de pessoas nas praças foi aumentando exponencialmente até domingo. Para muitos, foi o primeiro contacto com o circo contemporâneo. No final dos números, os artistas conversavam com os espectadores, que pediam fotografias e autógrafos. E a cidade estava sempre em discurso directo, corpo e cenário de narrativas inesperadas.

Ao todo atuaram 13 companhias, muitas delas em estreia em Portugal. O Circo Social, projeto educativo e de residência artística lançado pelo Coliseu e com o apoio da Junta de Freguesia do Bonfim, a propósito do Festival, teve honras de abertura do evento, com o grupo a ser muito aplaudido no final da performance “Calçada”, desenvolvida ao longo das aulas com a direção artística de Eduardo Dias, e apresentada em estreia absoluta.

Para além dos espetáculos, o Festival contou ainda com conversas sobre o projeto de Circo Social, visitas guiadas ao Coliseu e percursos comentados para artistas e turistas estrangeiros, com partida do Coliseu até um dos palcos do evento.

No sábado, o adjunto do Secretário de Estado da Cultura Tiago Bartolomeu Costa, o gestor cultural José Bastos, o ex-presidente da Associação de Circo de Andaluzia Miguel Moreno “Bolo” e o artista francês Clément Dazin, integrado no programa com o espetáculo “Bruit de Couloir”, partilharam a sua visão sobre o circo contemporâneo e as estratégias para a sua evolução e sustentação.

O Coliseu fez nos últimos anos uma aposta estética e artística do Circo, e este Festival traduz essa aposta, com resultados que estiveram à vista de todos, quer em termos de público, quer na experiência dos artistas, a maioria a atuar pela primeira vez em Portugal.

Com um orçamento de 180 mil euros, 85% dos quais provenientes do NORTE 2020, o Festival Internacional de Circo do Porto foi possível graças ao apoio da CCDR-N, da Porto Lazer, das equipas técnicas e de produção, e do público que aderiu desde o primeiro momento. O Coliseu reconhece em especial o empenho, profissionalismo de todos os artistas e a excelência dos espectáculos que proporcionaram.

A seleção das companhias abriu horizontes e curiosidades. O Coliseu mostrou que é um dos grandes veículos de acesso à arte, na dimensão mais contemporânea do circo, e acredita que a cidade guardou esta experiência. E que está disponível para a ver crescer.

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